quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

CABANHA VENTANA, JERSEY E LEITE DE QUALIDADE


Já admirava o trabalho de Carmem Petersen Dias da Costa, exímia apresentadora de animais em pista de julgamento e, especialmente, na participação de concursos leiteiros oficiais.

Algumas referências em nossa raça já me relataram, em outros momentos, a eficiência e funcionalidade no manejo adotado na Cabanha Ventana visando, em especial, a produção leiteira exclusiva com a raça Jersey.


Mas o que eu vi no “Dia de Campo” ocorrido no sábado, 7 de dezembro, estava muito alem do que imaginava. Carmem, pelotense de nascimento, adotou Cruz Alta, depois sua região emancipada como Boa Vista do Incra, para sua atividade profissional. Formada em Direito, até a pouco exercendo essa profissão, desde pequena gostava de pecuária. Numa época em que ainda havia o preconceito de que mulher não deve atuar no campo, seu avô sempre desviava seus comentários quando dizia de sua intenção de trabalhar no campo.

Quando assumiu parte da propriedade familiar, antes uma bem conduzida suinocultura, Carminha iniciou sua criação de Jersey. Objetiva, inteligente, eficiente e atuante, transformou-a numa das mais exemplares explorações leiteiras do estado, aproveitando as instalações existentes, merecedora de ser visitada por todos os criadores evoluídos ou em evolução, independentemente do tamanho de suas explorações: pequena, média, grande, de baixo, médio ou alto poder econômico.


Leiteiros, cabanheiros, melhoristas, sem sombra de dúvidas lá aprenderão muito, devendo organizar ida em grupo, prèviamente combinando com a proprietária.


Auxiliada por seu esposo e companheiro, “expert” na condução de Jersey em pista de julgamento e conhecido nos meios pecuários por “Rico” (filho do simpático Oswaldo Machado Beck, cujo nome foi “cedido” para o batismo do Núcleo de Criadores de Cavalos Crioulos de Cruz Alta), hoje Carmem Petersen dedica-se exclusivamente às suas Jersey.


De Gerzy Ernesto Maraschin, destacado criador, melhorista, jurado da raça Jersey, doutor em pastagens, recebi o que abaixo transcrevo:

“Meus caros.
Maravilha de Dia de Campo. As instalações da Cabanha Ventana não são de primeiro mundo, e nem copiaram de ninguém. Simplesmente refletem um planejamento bem dirigido sobre o que fora um criatório de suinos. Nos brindou com uma infraestrutura simples, eficiente e que permite obtenção de leite com alta qualidade. O ambiente dentro do prédio da sala de ordenha, a entrada e a saida dos animais, mais os comedouros individuais pós ordenha, onde cada vaca recebe sua ração e permite as verificações e avaliações adequadas, mostram que sabem o que estão fazendo e que estão buscando melhorar. As facilidades para manter uma limpeza sem restrições, não maravilha, mas encanta pela fluides e simplicidade. Há conhecimentos adquiridos de outro criatório, e as exigências continuam!. O pátio coberto do recinto pré ordenha auxilia muito no manejo, para um ajuste próprio dos animais ao cenario da ordenha, um pediluvio permanente, e de facil limpeza. O direcionamento das águas servidas para os tanques de armazenamento, simplesmente eliminam as moscas e revelam uma imagem pouco apreciada, mas que os produtores de leite deverão valorizar e cultivar mais. As instalações simples da terneireira permitem acreditar na simplicidade para criar terneiras com saude, dóceis, e sem receio do elemento humano. E os piquetes para as diferentes fases da vida das terneiras estão bem localizados, e com boa drenagem natural. Há sombras naturais para todos os recintos da cabanha.  
Uma imagem que merece difusão é o pavilhão de alimentação de volumosos para as vacas, no canzil. Bem arejado, amplo, de facil manejo e limpeza. Chama a atenção a coleta da água das chuvas e o seu armazenamento para a limpeza do piso deste pavilhão. Refletem bem o uso e manuseio correto das ofertas do meio ambiente para uma produção ecológica e mais sustentável. As improvisações não existem. O renovadores de ar, da sala de ordenha, são potentes e bem instalados, e aí até as vacas se sentem atraidas para o ambiente, pois há conforto para elas.
No meu entender, a Cabanha Ventana construiu instalações adequadas a um emprendimento para produzir leite de qualidade, manter um rebanho sadio, e suportar qualquer inspeção sanitária, a qualquer época. E seguramente, dali é obtido um leite muito qualificado. Tomo a dianteira para recomendar uma excurção programada, com produtores e criadores de Jersey, à Cabanha Ventana, para observar as instalações, obter subsidios para implantar um sistema semelhante em seus criatórios, e poder desfrutar de um modelo simples, eficiente, e atrativo ao proprietário e aos visitantes. Aprender a produzir bem, com qualidade e saude, é algo que apareceu no Jersey do Noroeste do RS. Acho que se deve apanhar as boas mensagens lá instaladas e levar para casa, com as devidas adaptações. Me senti na obrigação de expressar minhas impressões da visita à CabanhaVentana.
Saudações, Gerzy Ernesto Maraschin
 











Veja mais sobre a Cabanha Ventana no www.blogdojerseyrs.blogspot.com , no www.jerseyrs.com.br e no facebook JerseyRS.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

UM EXPLÊNDIDO DIA DE CAMPO


Dia de Campo PRODUÇÃO DE LEITE – Embrapa CPACT, Capão do Leão/RS

Foi um verdadeiro “show a campo” o evento organizado (e muito bem) pela Embrapa CPACT   (Pelotas e Capão do Leão) e Embrapa Pecuária Sul (Bagé).
Realizado num lindíssimo dia de nossa primavera, na Estação Terras Baixas (Capão do Leão), contou com mais de 600 participantes de todos os cantos do Rio Grande do Sul.
Já na abertura notou-se a grande organização, no momento das inscrições formando seis grupos com mais de 100 componentes e 2 guias competentes em cada.
Nas 6 estações montadas com simplicidade, pesquisadores e técnicos experimentados proporcionaram a troca de informações e experiências entre êles, extensionistas e produtores de leite, divulgando as tecnologias da Embrapa.
Cerca de 2 ônibus por grupo propiciaram uma confortável e rápida movimentação dentro das diversas áreas da Estação Terras Baixas da Embrapa CPACT.

Na parte da manhã, na primeira estação orientou-nos Sergio Junchen sobre o valor nutricional de cereais de inverno.

Após, foi a vez de Renato Serena Fontanelli tratar sobre alternativas de inverno para uso na alimentação animal.

Seguindo, Maira Zanella e Maria Edi Ribeiro falaram sobre o controle leiteiro oficial efetuado pelas associações de criadores de raças leiteiras, orientando sobre como coletar as amostras para o exame de qualidade do leite de cada vaca, e como executar sua pesagem em função das várias opções de balanças e medidores de leite.

Jorge Schafhauser Jr, auxiliado por sua orientada Laila Ribeiro, discorreu sobre sistemas de criação visando o bem estar animal.
 

No horário do almoço, um bom salsichão na brasa foi oferecido, com pães recém-produzidos e um excelente (e picante) molho acebolado, uma inteligente “tirada” para, num curto espaço de tempo, ràpidamente atender àquela “população”.

Logo após, obedecendo ao protocolo, rápidas manifestações dos representantes da COPAR, Hamilton Strelow, e da COSULATI, Denir, seguidos pelo representante da Emater, Cesar Deminech, e da Fapeg, Ney Lopes. Clênio Pilon, o Chefe Geral do CPACT, encerrou a rápida solenidade, e os grupos se reorganizaram partindo para o campo.
 

Sobre a qualidade de sementes forrageiras falou Gustavo Silva, depois cabendo a Andrea Mittelmann informar sobre as forrageiras BRS Kurumi (distribuindo 1 muda para cada particinte), BRS Ponteio e BRS Resteveiro, num trabalho conjunto com Mirton José Frota Morenz e Francisco José da Silva Lédo.
 

Ligia Pegoraro e Mara Saalfeld informaram sobre técnicas de reprodução, e da importância dos produtores se atualizarem sobre estas.
 

Não faltou assunto sobre bubalinos, leiteiros ou para a carne, muito bem discorrido por Maria Cecília Damé.
 

Renata Suñe seguiu a “pauta”, colocando muito bem sobre sistemas pastoris de produção de leite.
 
 

Darcy Bitencourt foi objetivo sobre seleção de terneiras e novilhas Jersey, numa linda apresentação dos animais em “progressiva” idade, presos de forma a permitir visualização por todos.

Finalmente, já tarde, Jamir Luis Silva da Silva tratou sobre o manejo sustentável de sistema ILPF para a produção de leite.

No encerramento, aplausos para o meticuloso trabalho desses incansáveis técnicos, a maioria com mestrado e/ou doutorado nas áreas que lhes competem.

A Associação de Criadores de Gado Jersey estava representada por diversos diretores e conselheiros, alguns fazendo parte do corpo técnico da própria Embrapa.

Veja outros blogs do mesmo autor:

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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

JURADOS DA RAÇA JERSEY: Portaria 108/93 do MARA

Aspecto do Curso para Jurados realizado em 2000 durante a Expointer, do qual  sòmente um dos participantes foi credenciado, agora em agosto, os demais embora atuação em diversos julgamentos ainda não homologados

Na qualidade de presidente do Conselho Técnico da ACGJRGS (a quem cabe, estatutàriamente, a manutenção de quadro atualizado de jurados), e membro do Colégio de Jurados da Raça Jersey do Brasil (e seu coordenador nacional em 1998/99), sinto-me na obrigação de advertir a todos, jurados e diretores de Associações de Criadores de Gado Jersey (regionais e brasileira), para a injustiça que estão querendo cometer.

O DESCREDENCIAMENTO DE JURADOS COMPONENTES DE QUADROS OFICIAIS só pode ocorrer em duas situações: a pedido do próprio jurado ou como punição por falta grave (sujeita a ampla defesa administrativa).

Quem rege nosso Colegiado é o seu Regimento Interno, no www.blogdojerseyrs.blogspot.com (postado hoje) parcialmente exposto no assunto JURADOS. Este, por sua vez, está controlado pela Portaria 108/93 do MARA, abaixo reproduzida parcialmente no que se refere ao assunto em questão.


MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, DO ABASTECIMENTO E DA REFORMA AGRÁRIA - GABINETE DO MINISTRO - PORTARIA Nº 108, de 17 de março de 1993.

O MINISTRO DE ESTADO DA AGRICULTURA, DO ABASTECIMENTO E DA REFORMA AGRÁRIA, no uso da atribuição que lhe confere o Art. 87, parágrafo único, II, da Constituição da República, e considerando ser competência deste Ministério zelar pela qualidade genética e sanitária do rebanho nacional, fatores primordiais para o aumento da produção e produtividade da pecuária;

Considerando o disposto nos artigos 10 e 58 do Regulamento do Serviço de Defesa Sanitária Animal, aprovado pelo Decreto nº 24 548, de 03 de julho de 1934, RESOLVE:

Art. 1º Aprovar as Normas anexas à presente Portaria, a serem observadas em todo o Território Nacional para a realização de exposições e feiras agropecuárias, leilões de animais e para a formação de Colégio de Jurados das Associações encarregadas da execução dos Serviços de Registro Genealógico.

Art. 2º Delegar competência aos Secretários de Desenvolvimento Rural e da Defesa Agropecuária para baixarem as normas complementares que se fizerem necessárias.

Art. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

LÁZARO FERREIRA BARBOZA

ANEXO NORMAS TÉCNICAS PARA ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO DAS EXPOSIÇÕES E FEIRAS AGROPECUÁRIAS, LEILÕES RURAIS E DOS COLÉGIOS DE JURADOS DAS ASSOCIAÇÕES ENCARREGADAS DA EXECUÇÃO DOS SERVIÇOS DE REGISTRO GENEALÓGICO.

CAPÍTULO III
DOS COLÉGIOS DE JURADOS

Art. 22. As associações Nacionais, detentoras de autorização para execução de registro genealógico, deverão criar seus Colégios de Jurados, segundo orientação técnica do Ministério da Agricultura, do Abastecimento e da Reforma Agrária, conforme preceitua o Art.1º da Lei nº 4.716, de 29 de junho de 1965.

Art. 23. Os Colégios de Jurados, constituídos por Médicos Veterinários, Engenheiros Agrônomos ou Zootecnistas têm por objetivo proceder a inspeção zootécnica e julgamento de animais, em exposições e feiras agropecuárias, inclusive com vistas ao Registro Genealógico, bem como, inscrever os profissionais habilitados e expedir o respectivo credenciamento; fiscalizar o exercício da atividade do jurado, bem como denunciar à autoridade competente o fato que apurar e cuja solução não seja de sua alçada; deliberar sobre questões oriundas das atividades dos jurados; e realizar, periodicamente, reuniões para fixar e avaliar os trabalhos a seu cargo.

Art. 24. Os Colégios de Jurados serão supervisionados pelo Superintendente do Serviço de Registro Genealógico (SRG) de cada entidade e administrados por um Coordenador e um Adjunto, ambos jurados efetivos, indicados pelo Superintendente do Serviço de Registro Genealógico e nomeados por ato do Presidente da respectiva Associação.
Parágrafo único: O Coordenador e seu Adjunto exercerão suas funções durante o período de mandato da Presidência da respectiva Associação, podendo ser reconduzidos para o mandato seguinte.

Art. 25. O Conselho Técnico das Associações Nacionais de Criadores elaborará o Regimento Interno dos respectivos colegiados, definindo as atribuições dos jurados efetivos e auxiliares e, inclusive, critérios para julgamento, baseados em métodos e conhecimentos científicos atualizados, de modo a orientar os criadores no aprimoramento zoogenético dos rebanhos.
Parágrafo único: O Regimento Interno referido neste artigo será acompanhado de relação contendo o nome e qualificação do coordenador, do adjunto e dos jurados credenciados e somente entrará em vigor após a aprovação pelo órgão Técnico da Diretoria Federal do Ministério da Agricultura, do Abastecimento e da Reforma Agrária, no Estado sede da Associação Nacional.

Art. 26. os jurados serão de duas categorias:
I - Jurado Efetivo;
II - Jurado Auxiliar.
§. 1º Os Jurados efetivos e os Jurados Auxiliares serão Médicos Veterinários, Engenheiros Agrônomos ou Zootecnistas no pleno exercício da profissão.
§. 2º Os Jurados Auxiliares poderão ser também acadêmicos dos dois últimos semestres do curso referente a uma das profissões mencionadas neste artigo, desde que regularmente matriculados.

Art. 27: Os Jurados Efetivos e Auxiliares serão credenciados pelo Presidente da respectiva Associação Nacional ou Brasileira.
§. 1º Na criação dos novos colégios de jurados ficará assegurado o credenciamento dos técnicos com efetiva atuação nos últimos três anos.
§. 2º O jurado credenciado só perderá o credenciamento quando cometer falta grave, devidamente comprovada em processo administrativo, assegurado amplo direito de defesa.

Art. 28: Os Colégios de jurados promoverão anualmente:
- cursos de atualização para jurados, principalmente em disciplinas de fisiologia, anatomia, nutrição, reprodução e genética de populações.
- cursos sobre julgamento e inspeção zootécnica, objetivando o registro genealógico e avaliação de animais em exposições e feiras agropecuárias.

Art. 29. Somente os jurados credenciados poderão atuar nos certames constantes do calendário oficial de Exposições e Feiras Agropecuárias, publicado pelo Ministério da Agricultura, do Abastecimento e da Reforma Agrária.
§. 1º Os Jurados Efetivos só poderão proceder à inspeção zootécnica e julgar a raça ou grupo de raças para as quais estejam credenciados.
§. 2º As exposições classificadas como municipais ou regionais poderão excepcionalmente utilizar técnicos não credenciados, para os julgamentos dos animais expostos.
§. 3º A critério do Colegiado, em caráter excepcional, mas não permanente, poderá ser convidado a participar como jurado, pessoa de reconhecida capacidade e conhecimento zootécnico, desde que já venha julgando animais em exposições agropecuárias há mais de cinco anos.

Art. 30. Será obrigatório o comentário técnico em terminologia zootécnica adequada, após o julgamento de cada categoria.

Art. 31. A súmula oficial do julgamento identificará os animais premiados de acordo com a classe, categoria e sexo, e as classificações consignadas serão, obrigatoriamente, arquivadas no Serviço de Registro Genealógico da respectiva raça ou espécie, em condições de ser fornecida ao proprietário a qualquer tempo.

Art. 32. As peculiaridades de cada espécie ou raça, serão contempladas no Regimento Interno do Colégio de jurados, sem prejuízo do disposto nestas normas.

OBSERVAÇÃO: MATERIAL SOBRE OS ANTIGOS QUADROS DE JURADOS, SOBRE CURSOS OFICIAIS REALIZADOS, SOBRE REGIMENTOS INTERNOS DO COLÉGIO DE JURADOS, etc, ESTÁ SENDO ENVIADO A TODOS OS JURADOS DO BRASIL COM ENDEREÇO ELETRÔNICO CADASTRADO NAS ACGJB/ACGJRGS.

Veja mais sobre este assunto no www.blogdojerseyrs.blogspot.com , salientando que a TODOS OS JURADOS DA RAÇA JERSEY NO BRASIL .



segunda-feira, 18 de junho de 2012

I RECICLAGEM PARA JURADOS DE JERSEY NO RS

No organizado estábulo do Certon
Sábado, 16 de junho de 2012, foi realizado o I CURSO DE RECICLAGEM PARA JURADOS DA RAÇA JERSEY NO RIO GRANDE DO SUL, organizado e coordenado pelo Conselho Técnico da ACGJRGS. Compareceram 16 dos 20 componentes do atual Quadro de Jurados de nosso estado, alem de 5 assistentes convidados.
Discorrendo sobre novilhas e terneiras

Na primeira parte, o jurado e médico veterinário CLÁUDIO ARAGON explanou sobre METODOLOGIA DE JULGAMENTO, numa palestra muito interessante distribuída por e-mail para todos os jurados.

Aragon comparando Jersey e Holandêsa
Aragon, como é conhecido, hoje deve ser o mais solicitado jurado para a raça Jersey no RS, e no Brasil, muito elogiado pelo conhecimento demonstrado e agilidade na classificação. Sua formação na raça Jersey é excelente: alem de seus julgamentos e longo aprendizado principalmente no Canadá e EUA, acompanhando diversas das mais importantes exposições internacionais, simpática e comumente traduz as explanações nos julgamentos por estrangeiros no Brasil, sempre com boas conotações e palavreado técnico  entendido por todos. Sua palestra foi muito prática, com diversas comparações entre as raças leiteiras européias e asiáticas, e boa interação dos participantes. Terminada sua apresentação uma “mesa redonda” foi formada, tendo o engenheiro agrônomo Elton Butierres, destacado jurado e criador, feito a mediação.
Simulação de um julgamento de terneiras


Embora houvesse vacas em lactação, vacas secas, terneiras e tourinhos disponíveis para a demonstração prática, no final apenas uma simulação de julgamento foi realizada com terneiras pois, devido à humidade e chuvisco no início da manhã, a coordenação da reciclagem e a chefia do CERTON/EMBRAPA houveram por bem liberar os outros animais escolhidos.




Carreteiro com boa feijoada foi servido, farto/quente/saboroso, elaborado pela ótima equipe do CERTON/EMBRAPA chefiada por Darcy Bitencourt, primeiro vice-presidente da ACGJRGS.

A equipe do Certon

Jurados almoçando 

Outra mesa de jurados degustando

O gostoso e saudável cardápio



Parte dos assistentes, atentos
Na parte da tarde, o inteligente e nato zootecnista, jurado da raça Jersey e advogado José Guerra Mendina, apresentou sobre TERMINOLOGIA EM JULGAMENTO, distribuindo aos participantes uma interessante e meticulosa “apostila”, com os termos técnicos mais utilizados no julgamento da raça Jersey em português, inglês e espanhol. Sua narrativa foi precisa, e as interrupções e dúvidas obtiveram inteligente argumentação. Mendina, formado em direito,  é um zootecnista autodidata, com grande habilidade inata e trabalho prático no melhoramento de ovinos Corriedale, cães Collie, bovinos Holandês e Jersey, e eqüinos Crioulos.
O "zootecnista" José Guerra Mendina
Na raça Jersey sempre foi expoente, algumas vezes conquistando os mais importantes campeonatos em Esteio (Expointer e Expoleite), incluindo concursos leiteiros disputadíssimos: é um dos mais destacados preparadores e expositores. Grande conhecedor das mais importantes linhagens do Jersey mundial, após sua explanação diversos outros assuntos foram discutidos pelo “grupo”, ligados a julgamento, criação e associação de criadores, com mediação de Ângela Maraschin, jurada de Jersey, médica veterinária, e competente criadora. Sem dúvida, os jurados do Rio Grande do Sul tiveram um grande dia, participando intensamente das palestras.

Parte dos jurados presentes
Ficou claro que novos eventos, como este, deverão ser realizados, desde que a sua programação seja com bastante antecedência, sempre realizada em locais perto da maioria dos participantes, como ocorreu com este (80% eram da região sul).

Um agradecimento muito especial à Semex do Brasil, que propiciou a vinda de Cláudio Aragon (seu Diretor Técnico de Raças de Leite), acompanhado do simpático parceiro Giovani Pereira Fagundes (Gerente Comercial no RS/SC). Outro ao dr.José Guerra Mendina que, sem ônus para a ACGJRGS, alem de ministrar a segunda palestra distribuiu aos presentes seu importante e meticuloso trabalho, acompanhado pelo filho José Pedro (médico veterinário). Ao dr.Darcy Bitencourt que, alem de ceder o importante espaço do Certon-Embrapa, tão bem organizou a efetivação deste marcante evento, e à sua equipe de "gourmets (propiciando um almoço saudável, e de excelente paladar), o agradecimento do Conselho Técnico da ACGJRGS.

Quem participou:
JURADOS: Álcio Azambuja de Azambuja, Ângela Maraschin, Apes Roberto Falcão Perera, Artur Garcia Cademartori, Carlos Alberto Soares da Silva, Carlos Guilherme Rheingantz, Clarice Carriconde Fernandes, Clariton Tavares Dias, Elton Butierres, Fernando Müller, Francisco José Otto Coelho, Gerzy Ernesto Maraschin, José Antônio Ibañez de Lemos, José Guerra Mendina, José Flávio Vieira de Vieira e Roberto Nardi.

ASSISTENTES NÃO JURADOS: Helenice Gonzalez (vice-coordenadora da reciclagem), Giovani Fagundes, Lilian Müller, Tiago Storch, José Pedro Mendina e Darcy Bitencourt.

Quem faltou: Ana Maria Vasconcellos Osório, Carlos Alberto Petiz, Geraldo Brossard de Mello e Mário Sérgio Pizzarro Schuster.

Quer saber sobre o ENCONTRO DE JERSISTAS & SIMPATIZANTES NA CABANHA BUTIÁ? Acesse www.blogdojerseyrs.blogspot.com .

terça-feira, 12 de junho de 2012

SITIO DO CATIMBAU


A logomarca 


Em 1980 Jorge Roberto Christoffel Burck e Carlos Guilherme Rheingantz, inicialmente projetando para se instalarem em terras adquiridas no município de Pedro Osório (local Catimbau), formaram o Sitio do Catimbau. Na realidade, funcionou sempre em Morro Redondo, tendo a parceria durado até junho de 1984, mas vitoriosa destacou-se nas exposições e leilões em Esteio, Pelotas, Canguçú, Pedro Osório e Bagé.
Clariton T.Dias confirmando terneiras Catimbau, 1980





O “Sitio do Catimbau” teve como fundadoras matrizes da Cabanha Cascalho, já muito selecionadas, e outras fêmeas adquiridas nos leilões das exposições de Esteio e Pelotas, tais como Lena General Designer SJ, Licra de Santo Antônio (de Arno Ebling), 3V Loreta Mococa Generator (de Ney Maahs Ferreira), Rebeca 1ª de S.S.Antônio (de Ricardo Mariné, filha de uma F.C.B.), e todas as Jersey do criador pelotense José Antônio “Rosinha” da Rosa: Rose Mistral, Sanalem I Draconis da Cascata, Rolinha Normanthon, Wanléia da Leocardia, Cordélia Sultan da Leocardia e Corruira da Leocardia.

Compradas as vacas Mina, Seara de Santa Inácia, Carmem Silvia de Santa Inácia, Dona Marília Title MD, Dona Robléia Title M.D., Onça do Angico GG Silver Jay e Mineira Fernanda Queen Dalila, alem das excelentes de Renato Jayme Heinz: Amy (filha de Generator e Grande Campeã nas Expoleites de Esteio e Pelotas, 1984) e sua filha aspada Zorita (Reservada de Grande Campeã nas mesmas exposições).
Amy, filha de Generator

Diversas outras matrizes ofertadas em leilões oficiais nas exposições gaúchas eram arrematadas, assim como anualmente adquirido sêmen congelado dos melhores touros para leite e tipo disponíveis no mercado brasileiro, assim como de promissoras aventuras genéticas, principalmente de origem canadense.

           Dissolvida amigàvelmente a parceria, Jorge Burck passou a criar “solo” na propriedade que adquirira em Monte Bonito, Pelotas, e Carlos Guilherme continuou com sua Cabanha Cascalho.

            Em sua trajetória, encerrada por volta de 1993 com a venda de todos os animais durante a expo-feira de Pelotas, as Jersey CATIMBAU conquistaram prêmios e destaque em vendas nas exposições gaúchas em Pelotas, Pedro Osório, Canguçu e Esteio, alem de diversas outras em especial nos estados de Santa Catarina, Pernambuco, São Paulo e Minas Gerais, vencendo concursos leiteiros, grandes campeonatos, campeonatos e reservados de campeonatos, muitas vezes obtendo o título de Melhor Expositor e/ou Melhor Criador.
Catimbau Dacha J80 Generator Briar, uma grande campeã e reprodutora

A orientação dada para os acasalamentos sempre procurou aliar produção com qualidade, mantendo as características físicas desejáveis. As terneiras altas e longilíneas, angulosas, formavam boas vacas.

A diferença entre a “Jersey antiga” e a “Jersey do Catimbau”, pregado por seus proprietários, era:

ANTIGA: pequena vaca produtora do leite de melhor qualidade.
CATIMBAU: pequena vaca produtora de grande quantidade do leite de melhor qualidade.

Manejo simples

Alem de alta produção leiteira e qualidade do aparelho mamário, rusticidade, precocidade, fertilidade e longevidade foram os atributos das vacas escolhidas para a formação das linhagens Catimbau.

Animais muito estilosos manejados sem estabulação, as vacas ordenhadas recebiam complementação de ração e feno/silagem. Os terneiros, até seis meses, tomavam 5 litros de leite no balde, divididos em duas “refeições”, a partir do 3º dia de vida, na segunda semana passando para potreiros exclusivos recebendo, também, ração granulada à vontade e feno de gramíneas ou alfafa de qualidade. As novilhas, inseminadas pela primeira vez entre o 12º e o 18º mês de vida, alimentadas com pastagens e algum concentrado, raramento necessitavam de segunda inseminação. As vacas prenhes, manejadas a campo sem ração até os 60 dias anteriores ao parto, eram separadas do restante do rebanho e convenientemente arraçoadas.
Catimbau Camisola, vendida para Luis Ecktor San Juan, Pacesseter x Title


Atuação em pista

            As Jersey de afixo Catimbau venceram diversas exposições gaúchas, inclusive alguns campeonatos em Exposições Brasileiras na Água Funda-SP, com produtos seus expostos pelos felizes adquirentes. Diversos campeonatos, reservados de campeonatos, grandes campeonatos, reservados de grandes campeonatos e concursos leiteiros foram conquistado pelos animais CATIMBAU em Pelotas, Pedro Osório, Canguçu e Esteio. Melhor Expositor e/ou Melhor Criador, por diversas vezes, foram títulos merecidos nas regiões onde participavam.
Catimbau Embaixatriz, Midnight x Doris Master, alem de grande campeã foi a mãe  de Cascalho Kreta

Destacados clientes

Preços altos nos leilões em Pelotas, Esteio e São Paulo, com alguns recordes, foram conquistados pelos produtos CATIMBAU, destacados em diversos leilões realizados por todo o sul do Rio Grande do Sul, assim como em São Paulo e Minas Gerais.

Vendas particulares para gaúchos, catarinenses, paulistas, mineiros, candangos e pernambucanos, tendo como seus mais destacados compradores Antônio Carlos Pinheiro Machado (SP), José Ronald Bertagnolli (RS), Luis Ecktor de San Juan (SP), Oscar Welker Jr. (SP), Raul Luis Andrade de Carvalho (RJ), Anardino Costa (MG), Kemal Labaki (SP), Carlos Alberto Petiz (RS), Sérgio Guerra (PE), Pedro de Barros Mott (SP), Cezar W.Proença (SP), Antônio Maros (SP), João Souza (SP), Ricardo Mariné (RS), Domingos Trevisan (DF), José Geraldo  (DF), Manoel Acilo de Azambuja (RS), Arnildo Milech (RS), Marcos Pereira RS), Enedi Zanchetti (SC), Francisco Barbosa Coelho (RS), José Carlos e Maria Helena Souza (RS), Sérgio Neves (RS), Sérgio Fernandes (RS), Milton Leal Fernandes (RS), alem de muitos outros.

Alem das PO Catimbau, centenas de animais registrados mestiços e puros por cruzamento (originados das colônias de Pelotas, Pedro Osório e Capão do Leão) para todo o interior gaúcho, catarinense, paulista, cearense e mineiro, muitos deles em vendas oficiais efetuadas para o governo de São Paulo, de Santa Catarina, e do Rio Gande do Sul, visando o abastecimento aos pequenos produtores desses estados e aos programas dos “colonos sem terra”.
Jorge Burck (d) entrega lembrança ao jurado José Flávio Vieira, Esteio