terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

SITIO JOSIAN

SITIO JOSIAN
por Gerzy Ernesto Maraschin, engº agrº

O Sitio Josian, com seu prefixo GEMA, iniciou em 1985 com a aquisição de uma área de terras em Sapiranga, RS. Minhas duas filhas Simone (8 a.) e Ângela (5 a.) também gostavam muito das Jerseys. No ano de 1984 a denominação iniciava com a letra “D”. E ambas queriam uma terneira com um nome que as lembrasse. A da Simone foi chamada de “Dada” e a da Ângela, como já passara a letra “A”, ela ficou pensando em um nome e veio com a denominação de “Dângela”. No registro desta terneira na ACGJRS, a denominaram de Donzela. A turbulência da época não permitiria trocar o nome da terneira. Nem tentamos. O novo plantel era composto por 20 ventres PO oriundos do rebanho da então Granja Sinhá Maria, mais o touro Charrua Title do Butiá, adquirido da Sementes e Cabanha Butiá, de Passo Fundo. Por um período de tempo tivemos problemas para a efetiva transferência dos animais para o nosso nome. O proprietário anterior se negava a dar a transferência e a ACGJRS dizia que nada podia fazer. Belo papel dos responsáveis da época. As instalações em Sapiranga eram deficientes, mas conseguimos socorro em criatórios de amigos. A Cabanha Butiá aceitou quatro terneiras nossas, pela amizade e confiança que tínhamos com Ronald Bertagnolli. E valeu muito a recria das quatro terneiras lá, pois quando as duas primeiras pariram aos 30 meses de idade, saíram produzindo no mesmo nível das vacas da Cabanha Butiá. Ali, sentimos a qualificação do rebanho construído na Granja Sinhá Maria. Nessa época, em Sapiranga, a falta de recurso financeiro era gritante, e a mão de obra angustiava.



foto: Gerzy e Ângela, Ijuí-2011


Em 1987, após dois dias da reunião memorável com a nova Diretoria, tendo Carlos A. Petiz como Presidente, e Carlos G. Rheingantz como secretário, mais a participação de grande numero de criadores, na sede da Associação Rural de Pelotas, muitas arestas foram aparadas e o convívio dentro da ACGJRS passou a ser aprazível. Dali surgiu a iniciativa dos núcleos regionais no RS, e a idéia de exposições ranqueadas começou a desenvolver uma silhueta. Uma sugestão nossa, para evitar congestionamento e melhor qualificar animais em Esteio, era a de realizar as exposições regionais no primeiro semestre, e trazer para Esteio os premiados. Ai a disputa seria bem mais atraente. Mas os interesses nas vendas dominaram o panorama. Com mão de obra de fora, a alto custo, o leite produzido era transformado em queijo e vendido na Feira do Produtor em Sapiranga. A infraestrutura existente não estimulava a inseminação artificial e a monta natural era usada. Acabamos fazendo o curso de inseminador e tentar sincronizar cios para inseminações nos finais de semana. A propriedade de uma tia, em Glorinha, RS, nos apoiou muito com as novilhas e vacas secas. Estas transferências de animais expunham os animais à incidência do carrapato que provocou perdas de excelentes ventres, auxiliado por falhas na identificação inicial da tristeza. Assim mesmo o rebanho evoluiu em qualidade, e as participações nas exposições em Esteio nos permitiram chegar a Campeã Terneira em 1987, Campeã Vaca Adulta em 1988 e 1989; Campeã Vaquilhona Maior em 1989 e o Grande Campeonato de Fêmeas no outono de 1992 com Gema Graça Mima Charrua; Campeã Vaquilhona Maior na Fenaleite e na Expointer 1992 com Gema Janaina Mima Charrua.
foto: Gema Graça Mima Charrua, maio 1992


foto: Gema Janaina Mima Charrua, ago 1992


Um dos grandes feitos foi no Campeonato de Fêmea Jovem na Expointer de 1992. As Cabanhas Vivian e Butiá também tinham duas excelentes vaquilhonas. Avaliando estas vaquilhonas junto com Simone e Ângela, analisaramos os três ventres individualmente, e as comparamos par a par, e chegamos a conclusão que não perderíamos aquela disputa. O juiz canadense acabou acertando seu julgamento. O bonito / ou comovedor na ACGJRS, foi que em 1991 convidaram para jurado do Jersey na Expointer um senhor que era classificador de gado holandês, e que de Jersey sabia pouco mais do que a pelagem. Prejudicou muitos animais, mas muitas daquelas terneiras de 1991 estavam na pista em 1992, noutra categoria naturalmente. E lá decidiram quem era quem! A injustiçada Janaina em 1991 resgatou sua posição!


Após as deliberações da reunião em Pelotas, em 1987, muitos leilões foram realizados, e com ótimos resultados. Boas vendas aconteceram, mas ao longo dos anos as inserções indevidas de ventres comprometeram os valores. Para evitar o aviltamento do preço de bons animais, o grupo de criadores que os possuía, retinha-os. Assim os valores dos ventres Jersey se arrastaram, acabaram com os leilões, desestimularam as vendas de valor, restando a venda na argola de animais de desfazimento. (foto ao lado, em Ijuí-2011)



A área de pastagens foi nosso ramo do conhecimento na Agronomia, e com freqüência éramos convidados a eventos como o Simpósio sobre Pastagens em Piracicaba, USP, SP, que ocorria no inicio de setembro, todos os anos. Pois nos anos de 1994 e 1995 coincidiram com a Expointer, e me impediram de participar. Em 1995 e 1996 tivemos pesadas perdas com empregados, o que nos levaram a optar pela defesa do rebanho de ventres Jerseys. Procuramos vendê-los, mas não houve interessado pelos preços pleiteados. Meu irmão Enio Maraschin, de Santo Ângelo, RS, acolheu-os por uns tempos. Continuamos buscando compradores e um dia o criador José Guerra Mendina, de Sant’Ana do Livramento, RS nos acenou com a compra de um lote, e abrigava os demais em sua propriedade. Realizamos o negocio e ele manteve nossos ventres em sua propriedade, sobrevivendo duas secas e o grande surto de febre aftosa no sul do estado. Em 2004 ele manifestou desinteresse na manutenção dos animais e nos devolveu.

Felizmente a Méd. Vet. Ângela de Faria Maraschin, designada para a Inspetoria Veterinária de Santo Cristo, decidiu pela continuidade do criatório, livrou-o de um potencial abate, e resgatou uma boa porção da qualidade genética que ainda existia no seio daqueles heróicos 21 ventres.



Em Ijuí, 2011: esta vaca foi a campeã do concurso leiteiro, categoria até 36 meses, batendo o recorde nacional em concursos:

1º - 45,00 kg – Box 0035, Gema Estância Bagagen Action, HBB 143458C, exp.Gerzy Ernesto e Ângela Maraschin

Pouco depois, na Água Funda, com 40kg ela foi a campeã da mesma categoria na Exposição Nacional da Raça Jersey.



MAIS UMA GERAÇÃO:


Na foto acima, vemos o filho de Ângela, neto de Gerzy, no concurso

Puxador Mirim, Ijuí-2011.

Mais sobre Jersey??




segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A GRANJA SINHÁ MARIA

GRANJA SINHÁ MARIA
Santo Ângelo – RS
Da narração do Engº. Agrº. Gerzy Ernesto Maraschin

Os irmãos Maraschin, Wilson, Gerzy e Enio, em 1961 numa parceria iniciaram a Granja Sinhá Maria A produção de leite era atraente, e tínham amigos produtores de leite que ganhavam a vida ordenhando “vacas mestiças e outras mansas”, usando o “touro do vizinho”. Poucos tinham um reprodutor com alguma qualificação, fortalecendo a idéia dos filhos de um açougueiro a produzir leite com ventres qualificados e produzir reprodutores. Conseguindo um touro Jersey PO, oriundo da Estação Experimental Zootécnica de Montenegro, Secretaria da Agricultura, e um lote de vacas comuns, arrendaram área no município de Santo Ângelo-RS, crescendo a vontade de criar animais puros de pedigree, para venda de reprodutores e competição.
Ainda em 1961, adquiriram duas vacas PO e três PPC da Granja Santa Rita, Guaíba-RS, e mais 3 fêmeas PO no ano seguinte do Engº. Agrº. Antonio Carlos Pinheiro Machado, Granja Zuleika, Triunfo-RS. Em 1963 participando da FENASOJA em Santa Rosa, conquistaram o Grande Campeonato de Fêmea com uma das novilhas adquiridas da Granja Zuleika. Em 1964, uma terneira já crioula venceu na Exposição de Cerro Largo e, na primavera, mesmo com o rebanho vacinado foram atingidos pela febre aftosa, perdendo vacas PO e PPC, outras deixando de reproduzir, além de vários abortos ocorridos. A mudança para uma nova área e os gastos com instalações e construção de silo, alem da redução dos animais em produção, forçaram uma retração. Os tropeços foram assimilados e, em 1966, conseguiram uma área de terra de cunho permanente, onde se reiniciou o criatório com mais um touro do rebanho de Montenegro, excedente da CRIA. A partir dali, puderam pensar com mais consistência. Pudera. O leite era entregue diretamente aos consumidores.




A partir de 1968 o crédito agrícola aceitou a penhora do rebanho para adquirir trator equipado, insumos agrícolas e novas instalações. Foi implantado alfafa no campo e os trevos nas pastagens, com significativa contribuição do capim elefante, cortado e picado para fornecer no cocho. Em 1969 foi adquirido novo touro Jersey da Estação Experimental de Tupanciretã, RS. Em 1971, Enio se retira da sociedade, de 1971 a 1975 o engº. agrº. Gerzy Ernesto Maraschin esteve fora cursando o doutorado na Universidade Florida-USA, o comandante Wilson Maraschin sediado na Europa voando pela VARIG. Contrataram um administrador para gerenciar a granja até o retorno de Gerzy. A partir de 1976 o capim elefante passou a ser pastejado pelas vacas em lactação, que pernoitavam nesta pastagem o ano inteiro, no inverno recebendo suplementação de silagem ali mesmo: a produção de leite passou a ser baseada em pastagens cultivadas.
Ainda em 1976 o engº. agrº. José Ronald Bertagnolli visitou a granja dizendo-se admirado com as quatro gerações de vacas PPC mantidas junto com as PO. Os Maraschin visitaram a Sementes e Cabanha Butiá em 1979, ficando impressionados com o seu rebanho Jersey.
“Destas visitas e encontros, além da Expointer e das trocas de idéias sobre a raça Jersey e o seu futuro, brotou uma grande confiança e amizade. Compartilharam destes encontros informais outros jersistas que estreitaram laços conosco e conheceram a surgente Granja Sinhá Maria. Também tivemos oportunidade de sentir o grau de competição e de concorrência existente no seio do Jersey do RS. Nefasta sob todos os aspectos”, diz Gerzy.


A partir de 1978 começou a liberação de animais penhorados ao Banco do Brasil, iniciando a venda para muitos produtores. No melhoramento foi imposto um desafio ao rebanho, as fêmeas que responderam positivamente identificadas e inseminadas com touros provados, suas descendências cobradas com critério estabelecido.

Maraschin declara: “A Fenasoja foi um palco onde a granja Sinhá Maria brilhou bastante e vendeu bem. Ainda em 1978 viemos à Expointer adquirir um reprodutor. Do que vi no galpão nada agradava. Resolvi assistir ao julgamento dos machos. Ai apareceu um terneiro que foi Campeão Junior. Adquirimos na hora do Sr. Manuel Acylo Azambuja. Ao final o mesmo veio a conquistar o Reservado de Grande Campeão da Expointer de 1978. Também neste dia aprendi a conhecer uma boa vaca Jersey. Acylo Azambuja tinha uma vaca dois anos, nos ofereceu e pediu um alto valor. Olhei a vaca, achei boa mas recusei. Neste momento entra no pavilhão Antonio Carlos Pinheiro Machado. Nos cumprimentou, olhou a vaca e perguntou se estava a venda. Sim, respondeu Acylo. Qual é o preço? Acylo lhe disse e Pinheiro Machado lascou um cheque no valor. Acylo me olhou de soslaio, como dizendo “aprenda a conhecer vaca boa e de valor”. A vaca foi Campeã Dois Anos, e também ganhou em São Paulo. Valeu a lição. Naquele dia aprendi a conhecer boas vacas e saber do seu valor”.
Continuando: “Com a evolução do rebanho e o amadurecimento do pessoal, ocorridos em função do controle leiteiro particular que realizavamos quinzenalmente, chegamos à Expointer de 1981. Conseguimos o Campeonato de Vaquilhona Menor, e primeiro premio com Terneira Maior, além de dois segundos prêmio nos Campeonatos de Vacas. Vendemos algumas, compramos outras, e mais um terneiro da criação de Sir Edward Towill, de Nova Petrópolis, RS. Neste ano e no seguinte vendemos dois lotes de vacas, selecionadas pelo Méd. Vet. Enedi Zanchetti, para os rebanhos de Santa Catarina.
Sempre demos atenção e procuramos adquirir bons reprodutores. Isto porque já sabíamos das boas vacas leiteiras da granja que produziam a pasto. As aquisições em Esteio ajudaram a comprovar o que tínhamos em casa. Vendemos as compradas e nunca mais se adquiriu ventre algum. Fomos selecionando as nossas. Este assunto gerava discussões saudáveis e construtivas com Ronald Bertagnolli, Ney Ferreira e Elton Butierres. Materializamos nossas bases funcionais para avaliação dos ventres da Sinhá Maria, tendo fertilidade, produção de leite, persistência da lactação, tipo e longevidade sempre presentes. Isto era realizado anualmente, após a captação de alguma mensagem cabível para as nossas avaliações.
A partir de 1981 iniciamos o controle leiteiro oficial, sob orientação da Associação Brasileira de Criadores de Gado Jersey, sediada em São Paulo. Em 1982 obtivemos uma grande contribuição para o rebanho da Granja Sinhá Maria. O sócio Gerzy atuou como interprete de um jurado canadense. Em reunião prévia com os expositores ficara esclarecido que o jurado seria orientado a fazer seus comentários e eles seriam traduzidos com fidelidade. A primeira avaliação foi do nosso touro adquirido em 1981, e sua aparência não agradou a ele, que o cortou em pedaços, colocando-o em 6º lugar na categoria. Suas impressões foram traduzidas para a assistência, que respondeu com uma sonora gargalhada. Vivi uma situação critica, pois tive que traduzir comentários que fazia a outros. Mas valeu o aprendizado, pois tínhamos um bom substrato Jersey para aplicar aquele conhecimento. No julgamento das vacas secas, depois da décima colocada, alinhou outras tantas e disse com firmeza que não criaria aquele tipo de animal. E se estivesse num tambo não as ordenharia na manhã do dia de Natal, e sim telefonaria para a salsicharia para dar tratamento adequado àquele tipo de animal. No entanto, os jersistas encontravam lugar para aquele tipo de animal na Expointer. Era só pagar a inscrição e lá teria chance de um negócio! A constância desta presença comprometeu o Jersey.
Em 1983 foi o grande ano da Granja Sinhá Maria, em Esteio. Depois de uma disputa acirrada nas categorias de vaca adulta, a nossa Vaca Adulta levantou o Grande Campeonato de Fêmeas da Expointer. No dia seguinte, após o desfile dos campeões, iniciou uma discussão no seio da granja, que levou um ano para eu entender. A granja ainda era maior que interesses pessoais. E a nossa vaca em 1984, venceu as importadas na disputa do Campeonato Vaca Adulta, e foi castigada na grande final. Ali deu mais alimento ao sócio majoritário, que o levou a pensar que tinha condições de ficar sozinho com a granja. Só fui me dar conta na avaliação anual dos animais, quando a nossa campeã terneira menor estava indevidamente prenhe. Solicitei a demissão do funcionário e encontrei a maior defesa por parte do então sócio majoritário. Como meus compromissos na Universidade impediam que permanecesse mais dias lá, foi o suficiente para ele desfazer a atividade conjunta. Retirei os animais e equipamentos que me cabiam, e acabou o sonho e intenções com a Granja Sinhá Maria”.


Mas Gerzy não parou, e o Sitio Josian, com seu prefixo GEMA, iniciou em 1985 com a aquisição de uma área de terras em Sapiranga, RS. Minhas duas filhas Simone (8 a.) e Ângela (5 a.) também gostavam muito das Jerseys. No ano de 1984 a denominação iniciava com a letra “D”. E ambas queriam uma terneira com um nome que as lembrasse: a da Simone foi chamada de “Dada” e a da Ângela, como já passara a letra “A”, ficou o nome de “Dângela”. No registro desta terneira na ACGJRS, foi denominada Donzela. A turbulência da época não permitiria trocar o nome da terneira. Nem tentamos. O novo plantel era composto por 20 ventres PO oriundos do rebanho da então Granja Sinhá Maria, mais o touro Charrua Title do Butiá, adquirido da Sementes e Cabanha Butiá, de Passo Fundo. Por um período de tempo tivemos problemas para a efetiva transferência dos animais para o nosso nome. O proprietário anterior se negava a dar a transferência e a ACGJRS dizia que nada podia fazer. Belo papel dos responsáveis da época... (segue em próxima edição)





quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

GRANDES VACAS: A BASE DA CRIAÇÃO CANADENSE


Há uma diferença entre "Grandes Vacas" e "Vacas Excelentes": as Grandes Vacas são aquelas que deixam uma descendência excepcional, alem de serem vacas de destaque. As Vacas Excelentes são aquelas pontuadas a partir de 90 pontos não deixando, nescessàriamente, uma boa descendência.

Observer Signal Lady Jean foi uma Grande Vaca
Jesters Royal Maid foi campeã do American Great Cow Contest em 1950 – ela era uma excelente produtora, mas sua influência perpassou sua progênie com oito de dez de seus descendentes sendo classificados “Excelente”, incluindo cinco filhos “Touros Excelentes Superiores”.

Brampton Basilua ficou em segundo lugar no Great Cow Contest de 1950, mas teve uma influência maior na raça do que sua colega de estábulo, Jesters Royal Maid. Em julho de 1929, foi vendida num Leilão de genética da Ilha para um rebanho não registrado. Seu comprador, no entanto, achou que não conseguiria levar a carga completa para casa, e deixou “Basilua” em Brampton, para a sorte da raça no mundo: Brampton Basilua foi muito utilizada em cruzamentos consangüíneos principalmente por ser tataraneta de Jersey Volunteer. Foi a Campeã Mundial de produção de gordura por 19 anos, sendo interessante observar que seu impacto genético na raça veio através de seus únicos dois descendentes que chegaram à maturidade: o touro Brampton Basileus e a vaca Brampton Lady Basilua, dos quais inúmeras linhagens foram construídas.

Estas duas Grandes Vacas formaram a base da atual criação canadense.

Veja mais sobre a raça no
http://www.jerseyrs.com.br/ e http://www.blogdojerseyrs.blogspot.com/ .

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

GRANDES VACAS: A FAMÍLIA ROCKY HILL DEBIE


ROCKY HILL DEBBIE POW

A família DEBBIE surgiu no início da década de 1970, com uma das mais altas médias de produção de uma família da raça Jersey. As três primeiras filhas de ROCKY HILL DEBBIE POW foram recordistas nacionais em suas respectivas “primeira lactação”, e o touro ROCKY HILL SAMSONITE foi um dos sementais mais utilizados na metade da década de 1980 (em 01/1987, 238 filhas produziram +349M -0,01%F, e 74 filhas obtiveram um PDT -1,1 e PTI 57).


ROCKY HILL DEBBIE ROCKALL(foto acima), EX 92 (5-03 355d 32.710M 1.654F), nascida em dezembro de 1970, foi a primeira Jersey a produzir acima de 20.000 libras de leite na classe 2 anos júnior, em 305 dia, também alcançando 29.000 libras de leite e 1.409 libras de gordura na classe 4 anos sênior, colocando-a como a maior produtora de leite e gordura nessa idade nos EUA. Seus filhos mais famosos foram o touro ROCKY HILL DENI ROCK e a vaca ROCKY HILL SILVERLINING ROCKAL, VG84



ROCKY HILL SILVERLINING ROCKAL (foto acima), VG84 (6-05 305d 26.820M 4,5%F 1.209F 1.096P=recorde), nascida em fevereiro de 1975. mãe dos touros: (1) Rocky Hill Nippersink(em 01/1988, 920 filhas produziram +975M -0,16%F, e 324 filhas obtiveram um PDT 0,5 e PTI 164), (2) Rocky Hill Silverling Beau(em 01/1988, 109 filhas produziram +599M +0,19%F, e 38 filhas obtiveram um PDT 1,1 e PTI 220), e (3) Rocky Hill Silver Saint(em 01/1988, 42 filhas produziram +825M +0,07%F, e 22 filhas obtiveram um PDT 1,2 e PTI 222). Nippersink e Silverling Beau foram os mais influentes touros na década de 1980, e Silver Saint foi uma das maiores estrelas a partir de 1988.

ROCKY HILL FAVORITE DEB (foto acima), EX91 (5-07 365d 35.881M 5,4%F 1.923F), nascida em outubro de 1972, produziu 20.070 libras de leite e 1.086 libras de gordura com 1 ano e 9 meses, sendo a primeira vaca Jersey a produzir acima de 20.000 libras de leite e 1.000 libras de gordura com menos de 2 anos de idade. Foi recordista nacional na idade adulta, alcançando o total de 35.881 libras de leite e 1.923 libras de gordura nos EUA.


ROCKY HILL DEBIE 1ST foi a primeira vaca 2 anos sênior a produzir mais de 1.000 libras de gordura em 305 dias, também batendo o recorde nacional de leite na raça Jersey-EUA com 31.820 libras de leite e 1.816 libras de gordura. Sua grande filha foi ROCKY HILL DEBBIE (mãe de Rocky Hill Secret Debbie).


ROCKY HILL Q DEBBIE foi a quinta maior produção individual de leite e a segunda em gordura aos 2 anos sênior nos EUA.
Se quizer saber mais sobre Jersey, acesse:
www.jerseyrs.com.br
www.blogdojerseyrs.blogspot.com

Se lhe interessar assunto sobre ecologia e meio ambiente:
www.arroiopelotas.blogspot.com




quarta-feira, 23 de novembro de 2011

GRANDES VACAS: MARLU MILADY

foto: Marlu Milestone, filho da grande Marlu Milady e pai do fantástico


Milestones Generator



Marlu Milady foi a mais influente vaca Jersey da década de 1960. Suas qualidades individuais eram superiores à média racial, sendo da quarta geração de vacas EXCELENTES na publicação Marlu Herd. Ultrapassou a produção de 25.293 libras de leite, por 4 lactações consecutivas superando 23.000 libras de leite e 1.000 libras de gordura, deixando a produção vitalícia de 188.502 libras de leite e 8.737 libras de gordura. Sua filha, Marlu Miladys Fashion, foi a primeira vaca jersey com seis produções acima de 20.000 libras de leite e 1.000 libras de gordura. Outra filha, Marlu Miladys Fashion Plate, produziu dois filhos de grande influência no melhoramento da raça: Marlu Fashion Leader (LL) e Comando Milady Supreme (LL). Seu filho mais conhecido foi Marlu Milestone, o pai do grande e inesquecível MILESTONES GENERATOR.
Outras duas grandes filhas de Marlu Midady foram Marlu Milady Coquette e Marlu Ansom Milady; adem de Marlu Milestone, foram famosos seus filhos Marlu Miladys Peerless, Marlu Milad (LL), Marlu Milady Fashion Prince (LL), Marlu Miladys Climax. Como netos, alem de Generator deixou excepcionais padreadores, salientando-se Marlu Fashion Leader (LL) e Commando Milady Supreme (LL). Neta famosa foi Milestone Favor Milady (mãe de Advancer Sleeping Milestone), e como bisnetas constam Generators Faustini of Ogston (filha de Generator e mãe de Top Brass) e Generators Imp (filha de Generator e mãe de Favorite Saint).
Seguindo a linha de Marlu Milady, seu melhor filho Marlu Milestone deixou um verdadeiro plantel de filhas e netas: Milestone Sensational Sylvia (mãe de HVF Pacesseter), Milestone Beacons Juliet (mãe de Milestone Reliance), Generators Topsy, Rocky Hill Debbie Rockal, alem de algumas já citadas neste artigo, e outras agora não lembradas.

Notícias sobre a raça Jersey, seus criadores e associação do RS: http://www.blogdojerseyrs.blogspot.com/ e http://www.jerseyrs.com.br/ .

sábado, 22 de outubro de 2011

TOUROS: VALLEYSTREAM CLASSIC, EX

Valleystrean Classic, M7364/0, aAa 162543


Valleystrean Classic foi um touro bastante utilizado no Brasil, um grande filho de JFD Title, por produzir filhas de excelente tipo, altas e grandes com muita qualidade leiteira e boas características raciais. Bem anguladas, têm bons pescoços, paleta e cabeça, largura e comprimento de garupa excelentes, muito boas pernas e pés. O sistema mamário tem fortes ligamentos anteriores, centrais e posteriores, e as tetas são bem posicionadas com tamanho desejável.


Sua genealogia:


Pai: JFD Title, EX93, M4257/W, aAa 216345, nasc.01/09/1972
DSC (9/86) +1M -0,04%F +0,01%P, Rpt.97%
FTR (7/86) +12 (1545 d 251 h)

Avô: Nancy’s Sleeping Advancer, EX 96%, A590317
USDA (5-78) PD -7M +1F +0,2%F, 98% Rpt.
Produção média de 1898 filhas, 504 reb. = 9.600M e 480F
Pontuação média de 872 filhas = 84,6%


Avó: Milestone Bas Patience, EX 93%, A2536056
5a 365d 3x 17.426M 924F 5,3%F
Irmã inteira de JFD Empire

Bisavô: Marlu Milestone, EX 92,5%, A563805
USDA (5-78) PD: +561m, +34f, +0,06%f, 98% Rpt.
Prod.média 756 filhas de 196 rebanhos = 10.644M, 548F
Pontuação média de 751 filhas = 86,2%

Bisavó: Beacon Bas Patience, EX 94%, A2231590
6a 365d 21.024M 1.051F 5,00%F
Total em 10 lactações = 139.328M, 7.331F
Grande Campeã e melhor úbere adulto – All American 1964

Mãe: Valleystream Ricky’s Jean, VG 89%, reg.4564567a 305d 7843M 5,33%F
Prod.vital.: 8 lact 47048M 5,37%F
Av.BCA: 185M 183F (+36 +37)
Avô: Valleystream Midge’s Ricky, EX 90%, reg.133798
FTR (2/83) 11d 3h: +3

Avó: Cedar Creek Regents Rosie, EX 90,4%
Prod.vital.: 6 lact. 34271M 5,16%F
Av.BCA: 185M 115F (+58 +48)

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

NASCENTE DO RIO PIRATINI

Depois de visitar a Estância Ibirapuitan com o superintendente de registro e jurado da ACGJRGS, Clariton Dias, no Alegrete, com o técnico e também jurado da raça Jersey, Roberto Nardi cheguei às terras onde nasce o rio Piratini.
Maurício Portinho, advogado por formação, agropecuarista por vocação, recebeu-nos com aquela simplicidade de quem sabe, no dia 8 de novembro, logo após o término do julgamento da organizada e bonita exposição de Ijuí. Um bom whisky com queijo no palito, seguido de pernil de texel assado demoradamente no forno acompanhado de batatas assadas enroladas em papel alumínio, uma boa salada de alface e tomate com especial molho, obrigaram-nos a tomar uma bem gelada Freixenet.



Educado no Rio de Janeiro, adorando as lides campeiras apreendidas de seu tio, iniciou o curso de engenharia eletrônica na Universidade de Kansas-Manhattan-EUA, região de grande produção de trigo e milho, e criadora de Hereford. Nas férias, para fazer “caixa”, operava colheitadeira de cereais para uma cooperativa regional prestadora de serviços.
Dos EUA, aos 23 anos, transferiu seus estudos para a PUC - Rio de Janeiro, sempre que possível vindo para a fazenda gaúcha apesar de seu pai, militar e intelectual, não querê-lo na atividade rural. Seu tio, no entanto, propiciava-lhe condições para aprender e curtir as atividades típicas do campo, e o jovem Maurício abandonou a engenharia.


De 1974 até 1985 foi sojicultor, equipando-se e adquirindo os insumos com financiamentos bancários a juros subsidiados, desistindo depois de 11 anos face aos baixos preços da oleaginosa.
Arrendando as lavouras, de 1985 a 1997 criou gado de corte, chegando a 900 vacas da raça Devon provenientes de herança de seu tio, e ovinos Ideal cruzados com a raça Texel.
Em 1993 passou no vestibular para Direito, em Friburgo-RJ, diplomado em 1997. Nessa época comercializava a carne de seus cordeiros, e dos fornecidos por Davi Martins (Livramento), que eram abatidos na Serrana (Tupanciretã) e na Cotrijui (D.Pedrito). Os cortes, acondicionados em caixas de papelão, eram congelados (paleta/pernil/carré/costela), chegando ao rio armazenados em frigoríficos. Seus clientes eram a Varig, a churrascaria T.Bonne Grill & outras, e o Carrefour, negócio lucrativo até os planos da ministra Zélia permitirem a entrada de carne ovina uruguaia, com preços muito baixos, obrigando-o a estocar com alto custo de armazenagem.
Desgostoso, em 1997 continuou a arrendar parte das terras para plantação de soja, vendendo todo o maquinário e ovinos, continuando a criar gado de corte. Até 2005, vinha todos os meses para a fazenda, quando arrendou toda a propriedade para produção de leite, após a liquidação de seus bovinos.
Sua índole campeira novamente prevaleceu, em 2010 investindo na produção leiteira com a raça Jersey pois, em Friburgo, visitando as queijarias dos suíços acabou por aprender a fazer queijos e gostar da atividade.


Reassumindo suas terras, construiu uma simples e agradável casa, comprou 2 vacas Jersey de João Pereira da Silva, 5 de Clóvis Tomasi, e 25 de Mário Utzig Filho (prefeito de Sta.Bárbara do Sul). Não dava mais para parar, passando a investir em pastagens, no equipamento para sala de ordenha, e na produção de silagem, e azevem pré-seco.


Hoje, com seu novel rebanho em crescimento, tem cerca de 130 fêmeas, e sua produção média beira os 30.000 litros/mês, entregue para a CCGL com o projeto de, em breve, montar uma queijaria. Tem recebido visita do pessoal técnico da Nestlé. Na pecuária de corte tem 400 vacas cruzando com Aberdeen Angus.


Com diversas áreas em formação de pastagens de tifton e azevem baljumbo, produz silagem de milho e de aveia, com grande estoque de azevem pré-seco. Suas instalações são modernas, com uma sala de ordenha ao ar livre (apenas telhado), com planos de montar uma queijaria para produtos especiais, e ordenhar de 80 a 100 vacas produzindo mais de 2000 litros/dia.


Seu avô, João Barbosa Portinho, nascido por volta de 1870 e falecido em 1940, era de São Luiz Gonzaga, e a avó Chaves de Cachoeira do Sul.
Nesta propriedade de Maurício nascem nosso conhecido e imponente Rio Piratini, e a futurosa cabanha de Jersey com afixo Piratiny.






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