sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Touros: BEAUTY DORIS MASTER

Foto: gentileza de Marcelo P.Xavier, presidente Jersey-PR

Beauty Doris Master-EX foi um touro espetacular, um dos alicerces do jersey canadense. No Brasil, um dos touros mais utilizados nas décadas de 1970/1980, deixando filhos e filhas de excelente tipo e muito boa produção.

Filho de Beauty's Master Advancer (EX, média de 2894 filhas = 8.588 libras de leite com 4,88% MG, média-tipo de 1455 filhas = 83,5%) e de Mayfield Milestone Doris (EX, produziu aos 5 anos 12.920 libras de leite com 5,3% MG, e vitalícia em 7 lactações 65.480 libras de leite e 3.393 libras de gordura).

Neto paterno de Advancer Sleeping Jester (EX, média de 1354 filhas = 8.432 libras leite com 5,03% MG, média-tipo de 892 filhas = 86,3%) e de Snowdrop Xenia Beauty (EX, produziu aos 6 anos 11.610 libras de leite com 4,6% MG, e vitalícia em 5 lactações 53.599 libras de leite e 2.620 libras de gordura).

Neto materno de Marlu Milestone (EX, média de 756 filhas = 10.644 libras leite com 5,15% MG, média-tipo de 606 filhas = 86,4%) e de Beacon Bas Doris (EX, produziu aos 5 anos 16.398 libras de leite com 4,7% MG, e vitalícia em 5 lactações 82.925 libras de leite).

Suas filhas primavam pela caracterização racial, pela harmonia entre suas partes, com excelente aparência geral, características leiteiras, pescoço e cabeça, pernas e patas, úbere anterior, úbere posterior, tetas e ligamento central do úbere, sendo fortes e estilosas. Doris Master combinava muito com quase tôdas as linhagens inglesas e norte-americanas, tendo suas filhas cruzado muito com Title, Spot, Magic e Legend.

Por volta de 1980, em Esteio, conversando com a saudosa D.Quinquinha Assis Brasil (estava com 80 anos, aproximadamente), quando entrou um touro de sua criação em pista, filho de B.Doris Master, observei-lhe: "não sabia que a senhora utilizava touros canadenses em seu rebanho". A resposta: "meu filho, nós criamos jersey, e utilizamos touros bons". Quase todos conhecem, ou conheceram, a criação de Assis Brasil, com afixo ITAEVATÉ, pois foi a origem do jersey no Brasil com animais importados da Ilha de Jersey.

OBS: não deixem de acessar o >blogdojerseyrs.blogspot.com< .

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

CARACTERES SUB-LETAIS NA RAÇA JERSEY

foto: para termos vacas normais, devemos conhecer os
possíveis defeitos.

Quando a morte costuma ocorrer durante o desenvolvimento extra-uterino devido à fraqueza, ou moléstia que a acarrete, denomina-se de semi-letal, ou sub-letal, aos fatores determinantes de tais anomalias.

Diz-se sub-letal, tambem, de um gene ou aberração cromossômica cuja presença no genótipo, seja no estado homozigótico ou heterozigótico, segundo o caso, não sendo estritamente incompatível com a sobrevivência, com o crescimento, ou com o desenvolvimento embrionário, mas diminuindo consideràvelmente a probabilidade de que se completem estes processos biológicos.

São os seguintes os caracteres sub-letais identificados na raça Jersey:

1. ACONDROPLASIA: um tipo não letal de acondroplasia, conservando-se os animais magros e de pelo arrepiado devido a distúrbios metabólicos.

2. AUSÊNCIA DE TETAS: úbere deformado com uma só teta do lado esquerdo. Recessivo.

3. CASCOS ESPARRAMADOS: causando dor quando o animal caminha, obrigando-o a andar de joelhos. Recessivo.

4. CATARATA CONGÊNITA: recessivo.

5. CAUDA TORTA: cauda torta para um lado. Recessivo.

6. EXTRABISMO: nascem normais mas, entre 6 e 12 meses, começam manifestações de estrabismo. Recessivo.

7. JOELHOS FLEXIONADOS: o terneiro tem dificuldade em manter-se em pé. Recessivo.

8. MICROMELIA ACONDROPLÁSTICA: mandíbula inferior imperfeita, dificultando o pastoreio, podendo causar encurtamento dos membros. Recessivo.

9. NANISMO: os bezerros nascem normalmente, tornando-se retardados após os 12 meses de idade. É um nanismo proporcionado.

10. QUARTELAS DOBRADAS: os animais andam sobre o joelho. Recessivo.

OBSERVAÇÕES:

A- RECESSIVO: diz-se de um gene cuja presença no genótipo modifica o fenótipo apenas na ausência do alelo dominante; esse caráter aparece sòmente quando o gene está no estado homozigótico (puro), ou seja, presente nos dois cromossomas homólogos; no caso de genes ligados ao sexo, no estado homozigótico, isto é, presente no único cromossoma X do sexo hetergamético.

B- DOMINANTE: diz-se de um alelo ou, por extenção, de um caráter finotípico que êle determina, quando há dominância.

C- DOMINÂNCIA: tipo de interação de dois genes alelos em que um é qualificado de dominante, e o outro de recessivo, levando do heterozigoto a um fenótipo mais ou menos semelhante ao homozigoto para o alelo dominante.

Para quem não acessou, em edição anterior tratei sobre os CARACTERES LETAIS.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

CARACTERES LETAIS NA RAÇA JERSEY




Fatores letais são aqueles que determinam a morte prematura do indivíduo, podendo verificar-se em qualquer período do desenvolvimento, desde o ovo até o pós-nascimento, devido a determinados defeitos de organização; não devem ser considerados como letais os que determinam a inviabilidade dos gametas, que são fatores de esterilidade. Mais recentemente, Stockar define de letal o que determina a morte de certas porções do organismo, como dos nervos por exemplo, e não do organismo todo.


São os seguintes os caracteres letais identificados na raça Jersey:

1- Acondroplasia, ou Bezerro Buldogue - gem recessivo: mostra cabeça espessa, curta e, muitas vezes, apresenta hérnia, com pouco ou nenhum defeito nos membros. Os bezerros podem viver algumas horas.

2. Agnatia, possìvelmente o mesmo que ancilose - provàvelmente gem recessivo ligado ao sexo: mandíbula curta ou ausente, fenda palatina, ligeira hidrocefalia, podendo ocorrer abosto aos 75 dias (constatado em machos).

3. Epiteliogênes imperfeita - gem recessivo simples: pele defeituosa sobre as partes inferiores dos membros e membranas mucosas da boca e narinas; orelhas e cascos deformáveis, largas regiões em pelos sobre o corpo,; nasce a termo, mas morre de septicemia como resultado de uma invasão bacteriana.

4. Espasmos - gem recessivo: os bezerros aparentemente normais pouco depois de nascerem mostram contrações espasmódicas, morrendo com poucas semanas.

5. Espasmos congênitos: movimentos espasmódicos no plano vertical do pescoço e cabeça, morrendo em poucas semanas.

6. Ictiose congênita: movimento espasmódicos no plano vertical do pescoço e cabeça, morrendo em poucas semanas.

7. Reabsorção fetal: vários estágios de massas decompostas em apenas ossos ou múmias secas. Modo de herança não definitivamente conhecido.


Cabe aos criadores, quando ocorrer algum desses efeitos em animais de seu rebanho, comunicar à sua Associação de Raça, para que os pais possam ser cadastrados e observados. Devem, tambem, evitar adquirir sêmen, ou touros, cuja presença de tais defeitos já tenha sido detectada.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

TOUROS DA RAÇA JERSEY VIII - JFD TITLE (EX)




SUA EXCELÊNCIA, J.F.D.TITLE (EX): Title, um dos melhores raçadores jersey, nasceu em setembro de 1972, alcançando o auge da fama na década de 1980.


Filho de Nancy's Sleeping Advancer (Ex 95%) e Milestone Bas Patience (Ex 93%, produção de 17.426 libras de leite com 5,3% gordura aos 5 anos, em 365 dias), é neto paterno de Advancer Sleeping Jester (Ex92%) e Nancy Prince Molly (VG, produção de 15.747 libras de leite com 4,67% gordura aos 6 anos, em 305 dias). Do lado materno, é neto de Marlu Milestone (Ex 92,5%) e Beacon Bas Patience (Ex 94%, produção de 21.024 libras de leite com 5% de gordura aos 6 anos, em 365 dias).


Os dados acima já bastam para qualificar esse grande reprodutor. Mas suas filhas controladas provam que, alem de tudo, foi Title um dos maiores melhoradores: positivo em tudo para tipo, salientando-se serem suas filhas altas, angulosas, com aparelho mamário excelente (úbere anterior, posterior e ligamento central), ótimas patas e pernas, sendo tambem positivo para produção de leite (+7) e gordura (+0,05%).


Por isso, e muito mais, foi um dos touros mais usados no Canadá e nos EUA, sem falar em nosso país quando, com Doris Master e Bright Spot, dominaram a inseminação por um longo período, deixando a marca de sua estrutura em muitos rebanhos destacados.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

98ª de BAGÉ, A MAIS ANTIGA EXPOSIÇÃO ESTADUAL DO RS

foto: Antônio Karan com sua Querencia M.Bonita, 1998


O julgamento da raça Jersey, nesta tradicional exposição, esteve a cargo do catarinense Enedi Zanchetti, um dos grandes conhecedores da raça, e um de seus criadores de destaque. Os principais resultados foram (os que estão em branco não constavam da súmula enviada para a ACGJRGS, e poderão ser completados se os dados oficiais nos forem enviados, assim como fotos da mostra, para o e.mail carlosguilherme@ruaxv.com):

Grande Campeão:
Reservado de Grande Campeão:

Grande Campeã: box 0067 - Eduarda Just Wait Nogueira Montanhês, Cab.da Maya
Reservada de Grande Campeã: box 0064 - Sienna Jade Nogueira Montanhês, de Cab.da Maya
3ª Melhor Fêmea:

Campeã Júnior:
Reservada de Campeã Júnior:
3ª Melhor Júnior: box 0055 - Premissa Tradition do Embu, de Marinho Lopes de Oliveira

Concurso leiteiro até 36 meses (4x):
1º - box 0042, Duartina 71 Brazo Calipto, de Artur Spenst, com 64,05 kg
2º - box 0043, Dirce 69 Geronimo Calipto, de Artur Spenst, com 53,800 kg
3º - box 0048, Dora Mecca do 5 Salsos 701, de Estancia Cabanha Cinco Salsos, com 51,000 kg

Concurso leiteiro acima de 36 meses (4x):
1º - box 0062, Barosa Rocket Calipto, de Artur Spenst, com 78,350 lg
2º - box 0069, Arrayan 85A W.M.Sarita, de Elizabeth Martins Terra, com 61,550 kg
3º - box 0063, Bia Leka Valentin Sankarina 197, de Cab.da Maya PAP, com 60,300 kg

Participaram os seguintes expositores: Antônio Karan,Artur Spenst, Cabanha da Maya PAP, Cabanha da Maya TNT, Estancia Cabanha Cinco Salsos, Elizabeth Martins Terra, Gerda Ebert Enns, João Manuel S.Vieira, Manoes Acilo A.de Azambuja, Masria Rossaura A.de Azambuja, Rodrigo Cappioti Obino e Vinicius Pedro Perleberg.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

TOUROS DA RAÇA JERSEY VII - Quicksilver Magic of Ogston


QUICKSILVER MAGIC OF OGSTON
Este foi um dos grandes reprodutores da raça Jersey, deixando uma das melhores linhagens em termos de produção leiteira, aliada a um bom tipo. Em 1980 foi o terceiro em TPI (índice para tipo e produção) na raça, com 286 pontos. Suas filhas são altas, com muito boas características leiteiras, pernas fortes e garupas largas, úberes posteriores altos e largos, e anteriores bem aderidos, com ótimo tamanho e posição das tetas, embora o suporte central tenda a ser fraco. Em julho de 1986 suas 4.523 filhas controladas produziram 12.789 libras de leite, com 4,8% de gordura, com diferença prevista para leite de +906 libras e repetibilidade de 99% (USDA Sire Summary), mas negativo para proteina (-0,08%). Na mesma data, para tipo foram avaliadas 2.301 filhas, com PDT +0,01 e PTI +182.
Magic, como é conhecido no meio jersista, é filho de SS Quicksilver of Fallneva e Brigham Vol.K.T.Dor of Ogston (aos 6,3 anos produziu em 305 dias 15.960 libras de leite com 4,5% de gordura). Do lado paterno, é neto de Secret Signal Observer e bisneto de Welcome HL Torono.
Quicksilver Magic of Ogston foi um dos touros mais utilizados no Brasil, assim como o seu filho mais importante e filho da vaca Highland Generator o Delores (EX 90%): o já lendário Highland Magic Duncan.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

TOUROS DA RAÇA JERSEY VI - Advancer Sleeping Jester


ADVANCER SLEEPING JESTER "E95"

Este touro foi, sem dúvidas, um dos grandes modernizadores da raça Jersey. Suas 425 filhas controladas produziram média de 9.399 libras de leite com 5,2% de gordura; das 783 filhas avaliadas para tipo, com pontuação média de 86,5%, 101 foram classificadas EX.



Filho de Jester Standart Advancer e Princess Sleeping Beauty, dentre seus notáveis filhos e netos estão Doris Master, Master Pal, Master Monarch, Advancer S.Milestone, Topaz, Extra Mile, Pacesseter, Vaucluse S.Surville, Jody's Imperial Surville, JIS Juno, Imperial, Galaxy, Great, Last Chance, Title e Grand Slam.