quarta-feira, 14 de março de 2012

SITIO EL PASSO, UMA TRAJETÓRIA DE SUCESSO - I

Por seu idealizador , prof. Ayrton Raffi dos Santos

Tudo começou na década de 80, quando comprei uma fêmea mestiça da cabanha OPA OMA e levei-a para meu sítio localizado no Rincão do Andrade, 7º Distrito de Pelotas. Associei-me à Cosulati e passei a entregar leite.
Após alguns anos vendi a propriedade, mudando-me para o 9º Distrito de Pelotas, começando tudo outra vez: construções, rebanho, funcionários...
O afixo “El Passo” originou-se porque está localizada no Passo do Salso. 


Mas havia uma questão fundamental: como produzir leite com lucro, administrando à distância uma área de 11 hectares?
Decidi investir, e saí atrás de genética: José Guerra Mendina, RK, Cabanha Butiá, Cabanha Miraquiluna, Cabanha Cascalho, Virgílio Biesdorf, Elton Butierres, entre outros. Formada a base do plantel, iniciei uma série de acasalamentos acertados, sempre utilizando sêmen dos melhores touros ranqueados disponíveis no mercado.
Todos sabem que dirigir uma propriedade leiteira requer muito trabalho e bom assessoramento e, pensando nisso, contratei os serviços da Animal’s Policlínica Veterinária, dirigida pelos médico-veterinários Fadrique e André, competentes e dedicados profissionais que muito auxiliam no manejo dos animais, aumentando sua produção a baixo custo e alta qualidade. Aproveito, também, o apoio dos departamentos da Cosulati, a nossa cooperativa de produtores.



A nutrição dos animais recebe a maior atenção, e um amplo trabalho foi desenvolvido oferecendo alimentação de qualidade a custo reduzido, inclusive com a utilização de feno de Tifton em substituição ao de alfafa.
O manejo simples não causa estresse. As terneiras de zero a seis meses recebem 4 litros de leite/dia, ração especial à vontade, e feno de Tifton. Após o desmame, aos seis meses, passam o dia nos piquetes, sendo recolhidas à noite, quando recebem alimentação suplementar de acordo com a idade. As vacas em lactação, por ocasião da ordenha, recebem ração concentrada (fórmula especial) e, durante o dia, vão para a pastagem (de inverno e de verão, toda dividida com cerca elétrica). A média diária da produção de leite do Sítio é de 20 Kg/dia por vaca. 

O controle sanitário é bem rigoroso, tanto dos animais como do leite, passando por uma bateria de testes. As vacinas convencionais e específicas são aplicadas no gado com o detalhe das agulhas não serem compartilhadas entre os animais numa atitude higiênica e preventiva. As vacas secas também têm atenção especial por ser essa a melhor ocasião para reconstruir a saúde do úbere.

 





O Sítio “El Passo” utiliza ainda: semiconfinamento, resfriador a granel, controle leiteiro oficial, e a propriedade é controlada e isenta de brucelose e de tuberculose com trabalho realizado pelo médico-veterinário Renato Vianna.
A mão-de-obra é basicamente executada por pessoas da família, sendo os serviços do tambo coordenados por minha esposa Leni (Nenê). Os grandes campeonatos são conquistados através de genética e da preparação em casa, com o constante apoio da Nenê, da filha Márcia, do genro Aguinaldo, dos netos Thiago e Rafaela, e do pequeno grande homem Urubatan que fizeram, aos poucos, as conquistas do Sítio “El Passo” tornarem-se realidade.

A nossa trajetória em exposições começou em abril de 1991, quando participamos da Expofeira de Gado Leiteiro de Pelotas, com a fêmea mestiça Madalena del Passo (JM-4), que foi a Reservada Campeã de categoria. Nesse ano adquiri as três primeiras vacas PO, do condomínio Sérgio Abreu Neves e Filhos.
A cada ano, durante as exposições de que participava, aprendemos muito, até que em 1998 nossas “pequenas notáveis” (como são carinhosamente chamadas as vacas Jersey) venceram o concurso leiteiro nas duas categorias, com 51,700 e 75,000kg, respectivamente: foi um banho de leite em Pelotas.

Nosso verdadeiro sucesso em pista começou em 2000, quando conquistamos o Grande Campeonato e o Concurso Vaca do Futuro (Maritania Junde Del Passo), além de Campeã Júnior, Reservada Campeã Júnior e 3ª Melhor Fêmea da Exposição, sendo a cabanha mais premiada da raça Jersey. Em outubro vencemos o Grande Campeonato e o concurso leiteiro até 36 meses em Pelotas, e em Canguçu nossa foi a Grande Campeã, a Reservada de Grande Campeã, e o 1º lugar no Concurso Leiteiro até 36 meses.
Em abril de 2001, na 22ª Expofeira de Pelotas,obtivemos o título de Melhor Expositor, Reservada de Grande Campeã e de Reservada Campeã Júnior e, em outubro, o Reservado de Grande Campeã e Campeã Júnior. Em Canguçu fomos bicampeões: Grande Campeã, Reservada de Grande Campeã, 3ª Melhor Fêmea da Exposição e Campeã Júnior, fechando o ano com vacas entre as 10(dez) melhores produções leiteiras em exposições gaúchas, nas duas categorias, além da 1ª colocação no ranking dos expositores.

Na 23ª Expofeira de Pelotas, abril de 2002, fomos Melhor Expositor e Melhor Criador, conquistando em outubro, na 76ª Expofeira de Pelotas Campeã Júnior, 3ª Melhor Fêmea da Exposição, Campeã Leiteira até 36 meses e Melhor Expositor. Já em Canguçu, os prêmios de destaque foram: Grande Campeã, 3ª Melhor Fêmea da Exposição, Campeã Júnior, Melhor Úbere da Exposição, Melhor Criador e Melhor Expositor, assim tricampeões.
Em abril de 2003, na XXIV Expofeira de Gado Leiteiro de Pelotas, o Sítio “El Passo” foi premiado com Reservada Campeã Júnior, Reservada de Grande Campeã, Melhor Úbere da Exposição e Campeã Leiteira até 36 meses. Na 77ª Expofeira de Pelotas, outubro, fomos Campeã Júnior e 3ª Melhor Fêmea da Exposição. Em Canguçu, o tetra foi conquistado (Campeã Leiteira até 36 meses, Reservada Campeã Leiteira até 36 meses, Campeã Júnior, Reservada Campeã Júnior, Reservada Grande Campeã, Melhor Úbere da Exposição, Grande Campeã e Melhor Expositor).
Na 25ª Expoutono de Pelotas, abril de 2004, nossas eram a  Campeã Júnior, Grande Campeã, Melhor Úbere da Exposição e 1º lugar no Concurso Leiteiro até 36 meses. Em outubro do mesmo ano, na 78ª Expofeira de Pelotas, nossas eram: Grande Campeã, Reservada Grande Campeã, Melhor Úbere da Exposição e Campeã Júnior. Em Canguçu, maior premiado da raça Jersey e pentacampeão, o Sitio El Passo apresentou a Campeã Júnior, a 3ª Melhor Fêmea Jovem, a Campeã Leiteira até 36 meses, a Campeã Leiteira acima de 36 meses, a Reservada Campeã Leiteira acima de 36 meses, a Reservada de Grande Campeã, a Grande Campeã, a 3ª Melhor Fêmea da Exposição, o Melhor Úbere da Exposição. Conclusão: Melhor Expositor.

(segue na próxima edição deste blog)

segunda-feira, 12 de março de 2012

CABANHA CASCALHO

por seu proprietário, Carlos Guilherme Rheingantz


Sob o título CRIAR É FÁCIL E O LUCRO PAGA A CONTA, na revista A GRANJA (março de 1985), resumido foi publicado: “meio por brincadeira, o criador de Pelotas-RS, Carlos Guilherme Rheingantz, começou a criar Jersey em 1977. Meio por brincadeira porque os criadores de Holandês, em geral, desdenham da pequena vaca Jersey, e a família de Carlos Guilherme sempre foi tradicional criadora da raça Holandêsa há três gerações. Seu bisavô, o Cel.Pedro Osório (o maior ruralista gaúcho da sua época) já tinha Holandês nos seus campos na década de 30. O pai de Carlos Guilherme também se dedicou ao Holandês nos anos 60. Em 1972, Carlos Guilherme começou com o Holandês e, em 77, introduziu o Jersey no seu rebanho, por brincadeira e também por incentivo do técnico Flávio Abrantes, da associação gaúcha de criadores da raça. Ele colocou o Jersey em campos altos, e o Holandês em campos de várzea. Em 1980, Carlos Guilherme tinha 50 vacas Holandêsas e 50 jersey. Em 1980/81, cada vaca Jersey produzia 15 litros de leite por dia, enquanto as Holandêsas 25 litros, mas a conclusão do criador foi de que a Jersey levava vantagem sobre a Holandêsa, em termos de produção econômica, porque mesmo com menor produção diária a receita do leite pagava toda a despesa da raça, enquanto que a Holandêsa não, isto acontencendo porque a raça Holandêsa é bem mais dispendiosa em alimentação e assistência veterinária, alem da Jersey ter uma reprodução bem mais fácil do que a Holandêsa.... Na bacia leiteira de Pelotas, 90% dos criadores trabalham com gado Jersey, em pequenas propriedades, o que dá uma maior importância à raça, enquanto a Holandêsa está nas mãos de grandes proprietários que, geralmente, não são apenas produtores de leite...”

As primeiras Cascalho, boas e rústicas

Em 1977 por insistência de meu amigo e técnico da ACGJRGS, engºagrº Flávio Abrantes, adquiri alguns exemplares Jersey em Esteio: da Cabanha da Serra/Fernando Carúccio (Rosa Roseira Sultan da Serra e Rosaliane Eliane Zago da Serra), e do Sitio da Florida/Elton Butierres (Rosa Sinbad da Florida e Honorato Sinbad da Florida, irmãos inteiros). A criação de Jersey, afixo Cascalho, iniciou em campo por mim adquirido em Morro Redondo, então distrito de Pelotas, com área inicial de 51 ha. Foi montada uma boa infraestrutura com dois silos trincheira, uma modesta e higiênica sala de ordenha com equipamento Manus de balde ao pé, cerca de 25 potreiros separados por aramado de 4 fios e/ou cerca elétrica, uns com pastagem artificial e outros melhorados em seus pastos nativos, construída a taipa de um bom açude, adquirido equipamento completo para fenação e silagem, etc, tudo com um empréstimo hipotecário junto à Caixa Econômica Estadual para pagar em 10 anos com 1 de carência.

No ano seguinte comprei durante a Exposição de Pelotas a vaca Katita da Perpétua (criação de Paulo W.Mascarenhas) do João Laranjeira Filho, e de Nilo Chagas de Azambuja adquiri 5 terneiras em Esteio, alem da novilha Dona Sirley Generator DN de Valdir e Varlete de Nardi. Em julho havia nascido o primeiro produto PO, de nome “Cascalho Arga J01 Sultan Hércules”, posteriormente vendida para Sérgio Neves.



O autor cumprimentando o jurado Antônio Soares
Formado em agronomia no final de 1971, em janeiro do ano seguinte passei a administrar a Fazenda Cotovêlo, com orientação de Antônio Rocha da Rosa, diretor da firma Cel.Pedro Osório S.A. e sobrinho do Cel.Pedro Osório, dele recebendo ensinamentos sobre a raça Holandêsa e sua comercialização. Na parte de seleção, meu professor foi o saudoso Antônio Soares e Soares, veterinário e único pontuador brasileiro dessa raça até os anos 80.  Mas os maiores ensinamentos adquiri de meu pai que, desde o início da década de 1960, recebia e interpretava os Sire-Summaries dos EUA, lendo-os e consultando-os frequentemente, escolhendo os touros de quem importaria sêmen, pois em 1957 já praticava a inseminação artificial. 
Cascalho Helena, vários grandes campeonatos e o segundo
maior preço em leilão de Esteio, US$ 13.800,00


Cascalho Kreta, a vaca mais premiada da Cabanha, com
7 Grandes Campeonatos e vencedora de diversos
concursos leiteiros

Na expo-leite de Esteio (1979), de José Moura de Souza arrematei três vacas: Chiquinha de Santa Catarina, Wanderléia Highfield da Cascata, e Dona Varlete Cedro DN. Neste mesmo ano Manoel Acilo de Azambuja vendeu-me as novilhas Caraúba do Angico JG Generator e Delta do Angico CM Designer, alem das excelentes “vacas velhas” FCB Sapeca e FCB Camiseta (do inesquecível plantel da Fazenda Cinco Cruzes-Bagé).

A utilização dos melhores touros americanos, canadenses e ingleses, era orientada pelos Sire Summaries de Jersey, por mim semestralmente recebidos dos EUA e Canadá, assim como por discussão com os grandes melhoradores Ney Mahas Ferreira, Antônio Carlos Pinheiro Machado, José Ronald Bertagnolli e, em especial, pela D.Quinquinha de Assis Brasil (que sabia muito!!!).

Em 1987, o touro CASCALHO HITLER 7 BRIAR MASTER foi alugado à CRIA, para coleta de sêmen e distribuição aos criadores gaúchos, posteriormente vendido para o criador Luis Hecktor San Juan, de São Paulo. Antes, foi realizada uma coleta de seu sêmen, pela CENTRAL RIOGRANDENSE DE INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL-CRIA, para uso na cabanha.

Em 1990, numa parceria de risco com o carioca Raul Luis Andrade de Carvalho, e com os veterinário Cláudio Pimentel (MSc) e Vilceu Bordignon (hoje MSc),  na Cabanha Cascalho iniciamos um programa de “coleta e transferência de embriões”, com a utilização das minhas melhores linhagens de fêmeas, usando os mais destacados touros canadenses, americanos e ingleses. Nesta parceria, Raul Luis participou com as despesas financeiras principalmente para a compra dos insumos, eu com as doadoras, receptoras e o sêmen congelado, Pimentel e Bordignon com a execução técnica. No primeiro ano houveram alguns problemas de infra-estrutura que, a partir do segundo, foram solucionados. E a produção de embriões foi muito eficiente, com as doadoras e receptoras transferidas para as instalações que Cláudio Pimentel havia montado próximo à entrada para a cidade de Capão do Leão.

            Em outubro de 1996 foi ao ar o site particular da Cabanha Cascalho, competentemente elaborado pela agência pelotense Matita Perê, de meu estimado e competente sobrinho Cláudio Burck, visando apresentar os objetivos de minha seleção e orientar aos jersistas no manejo e reprodução de seus plantéis.

Em 25 de março de 2000, no meu único leilão particular e com a participação das cabanhas convidadas Pedra D’Água (Maria Helena e José Carlos Pereira de Souza), Sanga Preta (de José Fernando Quadros de Leon), e Sitio da Capela (de Carlos Alberto Teixeira Petiz), sob o martelo competente dos irmãos André e Rodrigo Crespo, ofereci filhas de Quicksilver Magic of Ogston, Master C Tops, Mayfield Volunteer, Huronia J.Galaxi, Milestone Generator, J.S.Q.Royal, S.P.Legend, Top Brass, Grove Gemini, Imperial, JIS Juno, Narrator, Tormentor, Barber, Lester, Sooner, Chaparral, Opportunity, Senator e Brass Dollar, com venda total da oferta. Os destaques ficaram por conta da descendência direta das principais matrizes da cabanha, a saber: Cascalho Kreta 46 FM Legend (8 vezes grande campeã e vencedora de 3 concursos leiteiros, inclusive em Esteio, e maior preço no leilão da Expoleite 93), Cascalho Helena 10 Spot Magic (vários grandes campeonatos, e preço recorde para animais solteiros na Expointer 92, US$ 13.800), e Catimbau Duda J76 Licra Máster (vários campeonatos e concursos leiteiros, e grande produtora de embriões).

Instalada desde o início em Morro Redondo, a Cabanha Cascalho prosperou até o ano de 2002 quando, devido à baixa qualidade de suas terras, falta de água para irrigação, e retração no valor de venda de gado leiteiro, tornou-se econômicamente inviável, tendo sido seus últimos 30 ventres vendidos para Marcos Pereira (Bagé) e Enedi Zanchetti (SC).

Quer saber mais sobre a raça Jersey? acesse http://www.blogdojerseyrs.blogspot.com/  e http://www.jerseyrs.br.com/ .

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

SITIO JOSIAN

SITIO JOSIAN
por Gerzy Ernesto Maraschin, engº agrº

O Sitio Josian, com seu prefixo GEMA, iniciou em 1985 com a aquisição de uma área de terras em Sapiranga, RS. Minhas duas filhas Simone (8 a.) e Ângela (5 a.) também gostavam muito das Jerseys. No ano de 1984 a denominação iniciava com a letra “D”. E ambas queriam uma terneira com um nome que as lembrasse. A da Simone foi chamada de “Dada” e a da Ângela, como já passara a letra “A”, ela ficou pensando em um nome e veio com a denominação de “Dângela”. No registro desta terneira na ACGJRS, a denominaram de Donzela. A turbulência da época não permitiria trocar o nome da terneira. Nem tentamos. O novo plantel era composto por 20 ventres PO oriundos do rebanho da então Granja Sinhá Maria, mais o touro Charrua Title do Butiá, adquirido da Sementes e Cabanha Butiá, de Passo Fundo. Por um período de tempo tivemos problemas para a efetiva transferência dos animais para o nosso nome. O proprietário anterior se negava a dar a transferência e a ACGJRS dizia que nada podia fazer. Belo papel dos responsáveis da época. As instalações em Sapiranga eram deficientes, mas conseguimos socorro em criatórios de amigos. A Cabanha Butiá aceitou quatro terneiras nossas, pela amizade e confiança que tínhamos com Ronald Bertagnolli. E valeu muito a recria das quatro terneiras lá, pois quando as duas primeiras pariram aos 30 meses de idade, saíram produzindo no mesmo nível das vacas da Cabanha Butiá. Ali, sentimos a qualificação do rebanho construído na Granja Sinhá Maria. Nessa época, em Sapiranga, a falta de recurso financeiro era gritante, e a mão de obra angustiava.



foto: Gerzy e Ângela, Ijuí-2011


Em 1987, após dois dias da reunião memorável com a nova Diretoria, tendo Carlos A. Petiz como Presidente, e Carlos G. Rheingantz como secretário, mais a participação de grande numero de criadores, na sede da Associação Rural de Pelotas, muitas arestas foram aparadas e o convívio dentro da ACGJRS passou a ser aprazível. Dali surgiu a iniciativa dos núcleos regionais no RS, e a idéia de exposições ranqueadas começou a desenvolver uma silhueta. Uma sugestão nossa, para evitar congestionamento e melhor qualificar animais em Esteio, era a de realizar as exposições regionais no primeiro semestre, e trazer para Esteio os premiados. Ai a disputa seria bem mais atraente. Mas os interesses nas vendas dominaram o panorama. Com mão de obra de fora, a alto custo, o leite produzido era transformado em queijo e vendido na Feira do Produtor em Sapiranga. A infraestrutura existente não estimulava a inseminação artificial e a monta natural era usada. Acabamos fazendo o curso de inseminador e tentar sincronizar cios para inseminações nos finais de semana. A propriedade de uma tia, em Glorinha, RS, nos apoiou muito com as novilhas e vacas secas. Estas transferências de animais expunham os animais à incidência do carrapato que provocou perdas de excelentes ventres, auxiliado por falhas na identificação inicial da tristeza. Assim mesmo o rebanho evoluiu em qualidade, e as participações nas exposições em Esteio nos permitiram chegar a Campeã Terneira em 1987, Campeã Vaca Adulta em 1988 e 1989; Campeã Vaquilhona Maior em 1989 e o Grande Campeonato de Fêmeas no outono de 1992 com Gema Graça Mima Charrua; Campeã Vaquilhona Maior na Fenaleite e na Expointer 1992 com Gema Janaina Mima Charrua.
foto: Gema Graça Mima Charrua, maio 1992


foto: Gema Janaina Mima Charrua, ago 1992


Um dos grandes feitos foi no Campeonato de Fêmea Jovem na Expointer de 1992. As Cabanhas Vivian e Butiá também tinham duas excelentes vaquilhonas. Avaliando estas vaquilhonas junto com Simone e Ângela, analisaramos os três ventres individualmente, e as comparamos par a par, e chegamos a conclusão que não perderíamos aquela disputa. O juiz canadense acabou acertando seu julgamento. O bonito / ou comovedor na ACGJRS, foi que em 1991 convidaram para jurado do Jersey na Expointer um senhor que era classificador de gado holandês, e que de Jersey sabia pouco mais do que a pelagem. Prejudicou muitos animais, mas muitas daquelas terneiras de 1991 estavam na pista em 1992, noutra categoria naturalmente. E lá decidiram quem era quem! A injustiçada Janaina em 1991 resgatou sua posição!


Após as deliberações da reunião em Pelotas, em 1987, muitos leilões foram realizados, e com ótimos resultados. Boas vendas aconteceram, mas ao longo dos anos as inserções indevidas de ventres comprometeram os valores. Para evitar o aviltamento do preço de bons animais, o grupo de criadores que os possuía, retinha-os. Assim os valores dos ventres Jersey se arrastaram, acabaram com os leilões, desestimularam as vendas de valor, restando a venda na argola de animais de desfazimento. (foto ao lado, em Ijuí-2011)



A área de pastagens foi nosso ramo do conhecimento na Agronomia, e com freqüência éramos convidados a eventos como o Simpósio sobre Pastagens em Piracicaba, USP, SP, que ocorria no inicio de setembro, todos os anos. Pois nos anos de 1994 e 1995 coincidiram com a Expointer, e me impediram de participar. Em 1995 e 1996 tivemos pesadas perdas com empregados, o que nos levaram a optar pela defesa do rebanho de ventres Jerseys. Procuramos vendê-los, mas não houve interessado pelos preços pleiteados. Meu irmão Enio Maraschin, de Santo Ângelo, RS, acolheu-os por uns tempos. Continuamos buscando compradores e um dia o criador José Guerra Mendina, de Sant’Ana do Livramento, RS nos acenou com a compra de um lote, e abrigava os demais em sua propriedade. Realizamos o negocio e ele manteve nossos ventres em sua propriedade, sobrevivendo duas secas e o grande surto de febre aftosa no sul do estado. Em 2004 ele manifestou desinteresse na manutenção dos animais e nos devolveu.

Felizmente a Méd. Vet. Ângela de Faria Maraschin, designada para a Inspetoria Veterinária de Santo Cristo, decidiu pela continuidade do criatório, livrou-o de um potencial abate, e resgatou uma boa porção da qualidade genética que ainda existia no seio daqueles heróicos 21 ventres.



Em Ijuí, 2011: esta vaca foi a campeã do concurso leiteiro, categoria até 36 meses, batendo o recorde nacional em concursos:

1º - 45,00 kg – Box 0035, Gema Estância Bagagen Action, HBB 143458C, exp.Gerzy Ernesto e Ângela Maraschin

Pouco depois, na Água Funda, com 40kg ela foi a campeã da mesma categoria na Exposição Nacional da Raça Jersey.



MAIS UMA GERAÇÃO:


Na foto acima, vemos o filho de Ângela, neto de Gerzy, no concurso

Puxador Mirim, Ijuí-2011.

Mais sobre Jersey??




segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A GRANJA SINHÁ MARIA

GRANJA SINHÁ MARIA
Santo Ângelo – RS
Da narração do Engº. Agrº. Gerzy Ernesto Maraschin

Os irmãos Maraschin, Wilson, Gerzy e Enio, em 1961 numa parceria iniciaram a Granja Sinhá Maria A produção de leite era atraente, e tínham amigos produtores de leite que ganhavam a vida ordenhando “vacas mestiças e outras mansas”, usando o “touro do vizinho”. Poucos tinham um reprodutor com alguma qualificação, fortalecendo a idéia dos filhos de um açougueiro a produzir leite com ventres qualificados e produzir reprodutores. Conseguindo um touro Jersey PO, oriundo da Estação Experimental Zootécnica de Montenegro, Secretaria da Agricultura, e um lote de vacas comuns, arrendaram área no município de Santo Ângelo-RS, crescendo a vontade de criar animais puros de pedigree, para venda de reprodutores e competição.
Ainda em 1961, adquiriram duas vacas PO e três PPC da Granja Santa Rita, Guaíba-RS, e mais 3 fêmeas PO no ano seguinte do Engº. Agrº. Antonio Carlos Pinheiro Machado, Granja Zuleika, Triunfo-RS. Em 1963 participando da FENASOJA em Santa Rosa, conquistaram o Grande Campeonato de Fêmea com uma das novilhas adquiridas da Granja Zuleika. Em 1964, uma terneira já crioula venceu na Exposição de Cerro Largo e, na primavera, mesmo com o rebanho vacinado foram atingidos pela febre aftosa, perdendo vacas PO e PPC, outras deixando de reproduzir, além de vários abortos ocorridos. A mudança para uma nova área e os gastos com instalações e construção de silo, alem da redução dos animais em produção, forçaram uma retração. Os tropeços foram assimilados e, em 1966, conseguiram uma área de terra de cunho permanente, onde se reiniciou o criatório com mais um touro do rebanho de Montenegro, excedente da CRIA. A partir dali, puderam pensar com mais consistência. Pudera. O leite era entregue diretamente aos consumidores.




A partir de 1968 o crédito agrícola aceitou a penhora do rebanho para adquirir trator equipado, insumos agrícolas e novas instalações. Foi implantado alfafa no campo e os trevos nas pastagens, com significativa contribuição do capim elefante, cortado e picado para fornecer no cocho. Em 1969 foi adquirido novo touro Jersey da Estação Experimental de Tupanciretã, RS. Em 1971, Enio se retira da sociedade, de 1971 a 1975 o engº. agrº. Gerzy Ernesto Maraschin esteve fora cursando o doutorado na Universidade Florida-USA, o comandante Wilson Maraschin sediado na Europa voando pela VARIG. Contrataram um administrador para gerenciar a granja até o retorno de Gerzy. A partir de 1976 o capim elefante passou a ser pastejado pelas vacas em lactação, que pernoitavam nesta pastagem o ano inteiro, no inverno recebendo suplementação de silagem ali mesmo: a produção de leite passou a ser baseada em pastagens cultivadas.
Ainda em 1976 o engº. agrº. José Ronald Bertagnolli visitou a granja dizendo-se admirado com as quatro gerações de vacas PPC mantidas junto com as PO. Os Maraschin visitaram a Sementes e Cabanha Butiá em 1979, ficando impressionados com o seu rebanho Jersey.
“Destas visitas e encontros, além da Expointer e das trocas de idéias sobre a raça Jersey e o seu futuro, brotou uma grande confiança e amizade. Compartilharam destes encontros informais outros jersistas que estreitaram laços conosco e conheceram a surgente Granja Sinhá Maria. Também tivemos oportunidade de sentir o grau de competição e de concorrência existente no seio do Jersey do RS. Nefasta sob todos os aspectos”, diz Gerzy.


A partir de 1978 começou a liberação de animais penhorados ao Banco do Brasil, iniciando a venda para muitos produtores. No melhoramento foi imposto um desafio ao rebanho, as fêmeas que responderam positivamente identificadas e inseminadas com touros provados, suas descendências cobradas com critério estabelecido.

Maraschin declara: “A Fenasoja foi um palco onde a granja Sinhá Maria brilhou bastante e vendeu bem. Ainda em 1978 viemos à Expointer adquirir um reprodutor. Do que vi no galpão nada agradava. Resolvi assistir ao julgamento dos machos. Ai apareceu um terneiro que foi Campeão Junior. Adquirimos na hora do Sr. Manuel Acylo Azambuja. Ao final o mesmo veio a conquistar o Reservado de Grande Campeão da Expointer de 1978. Também neste dia aprendi a conhecer uma boa vaca Jersey. Acylo Azambuja tinha uma vaca dois anos, nos ofereceu e pediu um alto valor. Olhei a vaca, achei boa mas recusei. Neste momento entra no pavilhão Antonio Carlos Pinheiro Machado. Nos cumprimentou, olhou a vaca e perguntou se estava a venda. Sim, respondeu Acylo. Qual é o preço? Acylo lhe disse e Pinheiro Machado lascou um cheque no valor. Acylo me olhou de soslaio, como dizendo “aprenda a conhecer vaca boa e de valor”. A vaca foi Campeã Dois Anos, e também ganhou em São Paulo. Valeu a lição. Naquele dia aprendi a conhecer boas vacas e saber do seu valor”.
Continuando: “Com a evolução do rebanho e o amadurecimento do pessoal, ocorridos em função do controle leiteiro particular que realizavamos quinzenalmente, chegamos à Expointer de 1981. Conseguimos o Campeonato de Vaquilhona Menor, e primeiro premio com Terneira Maior, além de dois segundos prêmio nos Campeonatos de Vacas. Vendemos algumas, compramos outras, e mais um terneiro da criação de Sir Edward Towill, de Nova Petrópolis, RS. Neste ano e no seguinte vendemos dois lotes de vacas, selecionadas pelo Méd. Vet. Enedi Zanchetti, para os rebanhos de Santa Catarina.
Sempre demos atenção e procuramos adquirir bons reprodutores. Isto porque já sabíamos das boas vacas leiteiras da granja que produziam a pasto. As aquisições em Esteio ajudaram a comprovar o que tínhamos em casa. Vendemos as compradas e nunca mais se adquiriu ventre algum. Fomos selecionando as nossas. Este assunto gerava discussões saudáveis e construtivas com Ronald Bertagnolli, Ney Ferreira e Elton Butierres. Materializamos nossas bases funcionais para avaliação dos ventres da Sinhá Maria, tendo fertilidade, produção de leite, persistência da lactação, tipo e longevidade sempre presentes. Isto era realizado anualmente, após a captação de alguma mensagem cabível para as nossas avaliações.
A partir de 1981 iniciamos o controle leiteiro oficial, sob orientação da Associação Brasileira de Criadores de Gado Jersey, sediada em São Paulo. Em 1982 obtivemos uma grande contribuição para o rebanho da Granja Sinhá Maria. O sócio Gerzy atuou como interprete de um jurado canadense. Em reunião prévia com os expositores ficara esclarecido que o jurado seria orientado a fazer seus comentários e eles seriam traduzidos com fidelidade. A primeira avaliação foi do nosso touro adquirido em 1981, e sua aparência não agradou a ele, que o cortou em pedaços, colocando-o em 6º lugar na categoria. Suas impressões foram traduzidas para a assistência, que respondeu com uma sonora gargalhada. Vivi uma situação critica, pois tive que traduzir comentários que fazia a outros. Mas valeu o aprendizado, pois tínhamos um bom substrato Jersey para aplicar aquele conhecimento. No julgamento das vacas secas, depois da décima colocada, alinhou outras tantas e disse com firmeza que não criaria aquele tipo de animal. E se estivesse num tambo não as ordenharia na manhã do dia de Natal, e sim telefonaria para a salsicharia para dar tratamento adequado àquele tipo de animal. No entanto, os jersistas encontravam lugar para aquele tipo de animal na Expointer. Era só pagar a inscrição e lá teria chance de um negócio! A constância desta presença comprometeu o Jersey.
Em 1983 foi o grande ano da Granja Sinhá Maria, em Esteio. Depois de uma disputa acirrada nas categorias de vaca adulta, a nossa Vaca Adulta levantou o Grande Campeonato de Fêmeas da Expointer. No dia seguinte, após o desfile dos campeões, iniciou uma discussão no seio da granja, que levou um ano para eu entender. A granja ainda era maior que interesses pessoais. E a nossa vaca em 1984, venceu as importadas na disputa do Campeonato Vaca Adulta, e foi castigada na grande final. Ali deu mais alimento ao sócio majoritário, que o levou a pensar que tinha condições de ficar sozinho com a granja. Só fui me dar conta na avaliação anual dos animais, quando a nossa campeã terneira menor estava indevidamente prenhe. Solicitei a demissão do funcionário e encontrei a maior defesa por parte do então sócio majoritário. Como meus compromissos na Universidade impediam que permanecesse mais dias lá, foi o suficiente para ele desfazer a atividade conjunta. Retirei os animais e equipamentos que me cabiam, e acabou o sonho e intenções com a Granja Sinhá Maria”.


Mas Gerzy não parou, e o Sitio Josian, com seu prefixo GEMA, iniciou em 1985 com a aquisição de uma área de terras em Sapiranga, RS. Minhas duas filhas Simone (8 a.) e Ângela (5 a.) também gostavam muito das Jerseys. No ano de 1984 a denominação iniciava com a letra “D”. E ambas queriam uma terneira com um nome que as lembrasse: a da Simone foi chamada de “Dada” e a da Ângela, como já passara a letra “A”, ficou o nome de “Dângela”. No registro desta terneira na ACGJRS, foi denominada Donzela. A turbulência da época não permitiria trocar o nome da terneira. Nem tentamos. O novo plantel era composto por 20 ventres PO oriundos do rebanho da então Granja Sinhá Maria, mais o touro Charrua Title do Butiá, adquirido da Sementes e Cabanha Butiá, de Passo Fundo. Por um período de tempo tivemos problemas para a efetiva transferência dos animais para o nosso nome. O proprietário anterior se negava a dar a transferência e a ACGJRS dizia que nada podia fazer. Belo papel dos responsáveis da época... (segue em próxima edição)





quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

GRANDES VACAS: A BASE DA CRIAÇÃO CANADENSE


Há uma diferença entre "Grandes Vacas" e "Vacas Excelentes": as Grandes Vacas são aquelas que deixam uma descendência excepcional, alem de serem vacas de destaque. As Vacas Excelentes são aquelas pontuadas a partir de 90 pontos não deixando, nescessàriamente, uma boa descendência.

Observer Signal Lady Jean foi uma Grande Vaca
Jesters Royal Maid foi campeã do American Great Cow Contest em 1950 – ela era uma excelente produtora, mas sua influência perpassou sua progênie com oito de dez de seus descendentes sendo classificados “Excelente”, incluindo cinco filhos “Touros Excelentes Superiores”.

Brampton Basilua ficou em segundo lugar no Great Cow Contest de 1950, mas teve uma influência maior na raça do que sua colega de estábulo, Jesters Royal Maid. Em julho de 1929, foi vendida num Leilão de genética da Ilha para um rebanho não registrado. Seu comprador, no entanto, achou que não conseguiria levar a carga completa para casa, e deixou “Basilua” em Brampton, para a sorte da raça no mundo: Brampton Basilua foi muito utilizada em cruzamentos consangüíneos principalmente por ser tataraneta de Jersey Volunteer. Foi a Campeã Mundial de produção de gordura por 19 anos, sendo interessante observar que seu impacto genético na raça veio através de seus únicos dois descendentes que chegaram à maturidade: o touro Brampton Basileus e a vaca Brampton Lady Basilua, dos quais inúmeras linhagens foram construídas.

Estas duas Grandes Vacas formaram a base da atual criação canadense.

Veja mais sobre a raça no
http://www.jerseyrs.com.br/ e http://www.blogdojerseyrs.blogspot.com/ .

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

GRANDES VACAS: A FAMÍLIA ROCKY HILL DEBIE


ROCKY HILL DEBBIE POW

A família DEBBIE surgiu no início da década de 1970, com uma das mais altas médias de produção de uma família da raça Jersey. As três primeiras filhas de ROCKY HILL DEBBIE POW foram recordistas nacionais em suas respectivas “primeira lactação”, e o touro ROCKY HILL SAMSONITE foi um dos sementais mais utilizados na metade da década de 1980 (em 01/1987, 238 filhas produziram +349M -0,01%F, e 74 filhas obtiveram um PDT -1,1 e PTI 57).


ROCKY HILL DEBBIE ROCKALL(foto acima), EX 92 (5-03 355d 32.710M 1.654F), nascida em dezembro de 1970, foi a primeira Jersey a produzir acima de 20.000 libras de leite na classe 2 anos júnior, em 305 dia, também alcançando 29.000 libras de leite e 1.409 libras de gordura na classe 4 anos sênior, colocando-a como a maior produtora de leite e gordura nessa idade nos EUA. Seus filhos mais famosos foram o touro ROCKY HILL DENI ROCK e a vaca ROCKY HILL SILVERLINING ROCKAL, VG84



ROCKY HILL SILVERLINING ROCKAL (foto acima), VG84 (6-05 305d 26.820M 4,5%F 1.209F 1.096P=recorde), nascida em fevereiro de 1975. mãe dos touros: (1) Rocky Hill Nippersink(em 01/1988, 920 filhas produziram +975M -0,16%F, e 324 filhas obtiveram um PDT 0,5 e PTI 164), (2) Rocky Hill Silverling Beau(em 01/1988, 109 filhas produziram +599M +0,19%F, e 38 filhas obtiveram um PDT 1,1 e PTI 220), e (3) Rocky Hill Silver Saint(em 01/1988, 42 filhas produziram +825M +0,07%F, e 22 filhas obtiveram um PDT 1,2 e PTI 222). Nippersink e Silverling Beau foram os mais influentes touros na década de 1980, e Silver Saint foi uma das maiores estrelas a partir de 1988.

ROCKY HILL FAVORITE DEB (foto acima), EX91 (5-07 365d 35.881M 5,4%F 1.923F), nascida em outubro de 1972, produziu 20.070 libras de leite e 1.086 libras de gordura com 1 ano e 9 meses, sendo a primeira vaca Jersey a produzir acima de 20.000 libras de leite e 1.000 libras de gordura com menos de 2 anos de idade. Foi recordista nacional na idade adulta, alcançando o total de 35.881 libras de leite e 1.923 libras de gordura nos EUA.


ROCKY HILL DEBIE 1ST foi a primeira vaca 2 anos sênior a produzir mais de 1.000 libras de gordura em 305 dias, também batendo o recorde nacional de leite na raça Jersey-EUA com 31.820 libras de leite e 1.816 libras de gordura. Sua grande filha foi ROCKY HILL DEBBIE (mãe de Rocky Hill Secret Debbie).


ROCKY HILL Q DEBBIE foi a quinta maior produção individual de leite e a segunda em gordura aos 2 anos sênior nos EUA.
Se quizer saber mais sobre Jersey, acesse:
www.jerseyrs.com.br
www.blogdojerseyrs.blogspot.com

Se lhe interessar assunto sobre ecologia e meio ambiente:
www.arroiopelotas.blogspot.com




quarta-feira, 23 de novembro de 2011

GRANDES VACAS: MARLU MILADY

foto: Marlu Milestone, filho da grande Marlu Milady e pai do fantástico


Milestones Generator



Marlu Milady foi a mais influente vaca Jersey da década de 1960. Suas qualidades individuais eram superiores à média racial, sendo da quarta geração de vacas EXCELENTES na publicação Marlu Herd. Ultrapassou a produção de 25.293 libras de leite, por 4 lactações consecutivas superando 23.000 libras de leite e 1.000 libras de gordura, deixando a produção vitalícia de 188.502 libras de leite e 8.737 libras de gordura. Sua filha, Marlu Miladys Fashion, foi a primeira vaca jersey com seis produções acima de 20.000 libras de leite e 1.000 libras de gordura. Outra filha, Marlu Miladys Fashion Plate, produziu dois filhos de grande influência no melhoramento da raça: Marlu Fashion Leader (LL) e Comando Milady Supreme (LL). Seu filho mais conhecido foi Marlu Milestone, o pai do grande e inesquecível MILESTONES GENERATOR.
Outras duas grandes filhas de Marlu Midady foram Marlu Milady Coquette e Marlu Ansom Milady; adem de Marlu Milestone, foram famosos seus filhos Marlu Miladys Peerless, Marlu Milad (LL), Marlu Milady Fashion Prince (LL), Marlu Miladys Climax. Como netos, alem de Generator deixou excepcionais padreadores, salientando-se Marlu Fashion Leader (LL) e Commando Milady Supreme (LL). Neta famosa foi Milestone Favor Milady (mãe de Advancer Sleeping Milestone), e como bisnetas constam Generators Faustini of Ogston (filha de Generator e mãe de Top Brass) e Generators Imp (filha de Generator e mãe de Favorite Saint).
Seguindo a linha de Marlu Milady, seu melhor filho Marlu Milestone deixou um verdadeiro plantel de filhas e netas: Milestone Sensational Sylvia (mãe de HVF Pacesseter), Milestone Beacons Juliet (mãe de Milestone Reliance), Generators Topsy, Rocky Hill Debbie Rockal, alem de algumas já citadas neste artigo, e outras agora não lembradas.

Notícias sobre a raça Jersey, seus criadores e associação do RS: http://www.blogdojerseyrs.blogspot.com/ e http://www.jerseyrs.com.br/ .