sexta-feira, 6 de maio de 2011

TOUROS DA RAÇA JERSEY: A.S.MILESTONE, EX

Advancer Sleeping Milestone, EX


Sabem destes touros excepcionalmente bonitos, melhoradores para tipo, que däo certo em quase todos os acasalamentos? Pois A.S.Milestones foi um deles, aliás um dos melhores.

Suas provas para tipo (AJCC 7/78) mostram uma descendencia de vacas com excelente aparelho mamário (ligamento anterior muito bem aderido, ligamento posterior alto e largo, suporte central bom, tetas de bom tamanho muito bem colocadas), estrutura forte e estatura extremamente alta, garupas com boa abertura e angulo pélvico razoável. Seus membros posteriores, levemente abaixo da média, talvez sejam o ponto fraco. Com 94% de reptibilidade, apresenta um PDT +1.22, PTI +149, com média de pontuaçäo em 342 filhas de 84,6%.

Na produçäo de leite, suas 1216 filhas (97% repet.) apresentaram uma produçäo média de 10,175 libras com 4,7% MG, com PD +662M e -0,24% de teor de gordura.

Filho de Advancer Sleeping Jester - EX 90 (Jester Standard Advancer -E90 x Princess Sleepingt Beauty - E92) com Milestone Favor Milady - E91 (Marlu Milestone - E92 x Favor Command Royalist - E92 e produçäo aos 6a-4m 2x 305d 13,120M 5,4% MG)

Se voce possui algum semen deste touro, ou tem possibilidade de adquiri-lo, use-o em suas melhores produtoras e, sem dúvida, terá filhas excelentes.



terça-feira, 26 de abril de 2011

TOUROS DA RAÇA JERSEY: SAMSON

GRAMHILL LEADER SOPHIA SAMSON,

aAa 146352, reg.613173 e HBBM4771/W

Samson, como é conhecido comercialmente, foi um grande touro. Talvez pouco utilizado no Brasil, combinava muito bem com Magic (um dos melhores padreadores Jersey de todos os tempos): Samson transmitia um excelente ligamento central de úbere, uma das poucas "deficiências" de Quicksilver Magic of Ogston.






Filho de Headman Oxfords Leader (Brigham Volunteer Headman x Cherokees Design Oxford), neto materno de Marshall Tristram Poet, seu pedigree é suficientemente diferente da maioria dos touros muito utilizados em todo o mundo. Quem ainda tem algum sêmen de Samson estocado, deve e pode utilizá-lo em quase tôdas as linhagens conhecidas norte-americanas e inglesas.






Samson produziu 8.888 filhas controladas, com média de 12,025 libras de leite e 4,7% de gordura, embora negativo para proteína (-0,05%). O PTI em suas 4.829 filhas pontuadas é de +88, com 99% de repetibilidade. Os dados aqui citados são de julho de 1984, do USDA Sire Summary e AJCC Type Summary. Suas filhas possuem excelente estatura, boa angulação, muito fortes e com grande capacidade corporal






Os filhos mais conhecidos de Samson são ROCKY-HILL NIPPERSINK, aAa 156324 (HBBM6039/E), neto materno de SS Quicksilver of Fallneva, e BRIARCLIFFS SS EARLY SETTLER, aAa 165432 (HBBM6536/I), neto materno de Observer Chocolate Soldier.






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terça-feira, 15 de março de 2011

RAÇA: DEFINIÇÃO

foto: uma boa "família" de jersey

TAXONOMIA ZOOTÉCNICA
É a classificação ou agrupamento dos animais domésticos em grupos: a ESPÉCIE, a RAÇA, a VARIEDADE, a SUB-RAÇA, a FAMÍLIA, a LINHAGEM, o REBANHO, e o INDIVÍDUO.

1. ESPÉCIE - pertencem à mesma espécie todos os animais que têm forma semelhante e fecundidade indefinida, sendo de espécies distintas os que apresentam grandes diferenças anatômicas e morfológicas como, por exemplo, o zebu e o boi europeu. Os caracteres pelos quais distinguimos as espécies são chamados específicos.

2. RAÇA - é uma variedade da espécie, apresentando todos os seus caracteres gerais mas dintinguindo-se por particularidade próprias que se transmitem pela geração sexual (Zwaenepoel), caracteres esses chamados: étnicos constantes (mocho ou aspado, cor, pelagem), ou étnicos variáveis (dependem de estimulantes ou condições ambientais especiais para se manifestarem). A raça é fixa, uniforme, ou homogênea, quando seus caracteres étnicos se transmitem com fidelidade, como a maior parte das raças aperfeiçoadas de bovinos europeus onde se destaca a Jersey. Podemos dividi-las em naturais e artificiais.

As raças naturais, tambem denominadas primitivas, comuns, rústicas ou não melhoradas, são aquelas formadas naturalmente sem a intervenção do homem, vivendo e reproduzindo em condições naturais, formadas por indivíduos rústicos, robustos, saudáveis, tardios, de desenvolvimento normal e sem raquitismo.

As raças artificiais aperfeiçoadas (de puro sangue, nobre, cultivada, melhoradora, de pedigree, etc) são produzidas pela seleção racional, em condições vantajosas de solo, clima e manejo, e especializadas no exercício de determinada função: a Jersey para leite e sólidos totais, por exemplo. Elas se prestam para o melhoramento das raças comuns pelo cruzamento (por isso chamadas melhoradoras), com grande valor como produtoras e reprodutoras.

As raças artificiais melhoradas são as que possuem apenas alguns dos requisitos acima, ou os possuem em grau moderado. O seu melhoramento ininterrupto podem transformá-las em aperfeiçoadas.

3. FAMÍLIA - embora normalmente seja considerado família um casal e sua descendência, deve-se nela admitir todos os indivíduos até o quinto grau de consanguinidade (ascendentes, descendentes e colaterais), possuidores de possibilidades hereditárias semelhantes determinantes de maior uniformidade ou semelhança entre seus indivíduos. A família se distingue por caracteres próprios (mais leiteira, mais precoce, mais fecunda, etc).

4. LINHAGEM - é constituída pelo macho ou fêmea, e tôda sua descendência em linha reta, distinguindo-se por atributos característicos.

5. REBANHO - é uma reunião de famílias, geralmente ligadas por traços de parentesco, e sujeitas a condições ambientes (clima, alimentação e manejo) semelhantes, apresentando grande uniformidade e particularidades próprias, podendo-se identificar animais de um mesmo criador.


terça-feira, 1 de março de 2011

CASO GRATITTUDE


A vaca OOMSDALE GORDO GOLDIE GRATITTUDE, 111224922, teve a presença em seu genoma de Holandês Vermelho e Branco (17%) de acordo com a American Jersey Cattle Association, considerando-a 83% jersey conforme seu DNA.

O Serviço de Registro Genealógico (SRG) da ACGJB, observando o procedimento adotado nos EUA, e basedo na lei brasileira nº 4.716 (29 de maio de 1965), decreto 58.984 (03 de agosto de 1966) e portaria nº 47 (15 de outubro de 1967), vai conceder registro 31/32 para as filhas dos touros Garden, Grieves e Gannon (filhos de Gratittude) nascidas até data a ser confirmada, permitindo com isso a evolução de sua descendência para chegar a SB (seleção jersey brasileiro), que na realidade são as PO por merecimento, desde que alcançados aqueles índices de tipo e produção estibulados no regulamento brasileiro.

A decisão brasileira visa inibir a comercialização do sêmen de filhos de Gratittude, protegendo assim os nossos plantéis e criadores contra a entrada de outras raças em nossa Jersey.

Este fato gerará, certamente, discussões e medidas que poderão modificar o conceito de Puro de Origem na raça Jersey.

Certo ou errado, os criadores, os melhoristas, os dirigentes das associações regionais e nacional, e os membros de seus Conselhos Deliberativos Técnicos, deverão estar munidos de conhecimentos e argumentos que permitam, na hora certa, a tomada de decisões certas, sem o prejuízo da raça nem de seus criadores.

Não devem esquecer, porem, dos motivos que nos levaram a escolher a Jersey como a raça leiteira mais completa: precocidade, alta produção de sólidos no leite com grande produção leiteira, longevidade, produção econômica de leite, excelente aparelho mamário, forte estrutura em tamanho médio, etc., que nos deixam pensando "se há necessidade de injetar gens de outras" numa raça que, a nosso ver, está completa. Será um melhoramento, ou uma regressão??

Na próxima edição, algumas considerações e dados para que todos possam participar e refletir sobre o assunto. Não percam.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Touros: BEAUTY DORIS MASTER

Foto: gentileza de Marcelo P.Xavier, presidente Jersey-PR

Beauty Doris Master-EX foi um touro espetacular, um dos alicerces do jersey canadense. No Brasil, um dos touros mais utilizados nas décadas de 1970/1980, deixando filhos e filhas de excelente tipo e muito boa produção.

Filho de Beauty's Master Advancer (EX, média de 2894 filhas = 8.588 libras de leite com 4,88% MG, média-tipo de 1455 filhas = 83,5%) e de Mayfield Milestone Doris (EX, produziu aos 5 anos 12.920 libras de leite com 5,3% MG, e vitalícia em 7 lactações 65.480 libras de leite e 3.393 libras de gordura).

Neto paterno de Advancer Sleeping Jester (EX, média de 1354 filhas = 8.432 libras leite com 5,03% MG, média-tipo de 892 filhas = 86,3%) e de Snowdrop Xenia Beauty (EX, produziu aos 6 anos 11.610 libras de leite com 4,6% MG, e vitalícia em 5 lactações 53.599 libras de leite e 2.620 libras de gordura).

Neto materno de Marlu Milestone (EX, média de 756 filhas = 10.644 libras leite com 5,15% MG, média-tipo de 606 filhas = 86,4%) e de Beacon Bas Doris (EX, produziu aos 5 anos 16.398 libras de leite com 4,7% MG, e vitalícia em 5 lactações 82.925 libras de leite).

Suas filhas primavam pela caracterização racial, pela harmonia entre suas partes, com excelente aparência geral, características leiteiras, pescoço e cabeça, pernas e patas, úbere anterior, úbere posterior, tetas e ligamento central do úbere, sendo fortes e estilosas. Doris Master combinava muito com quase tôdas as linhagens inglesas e norte-americanas, tendo suas filhas cruzado muito com Title, Spot, Magic e Legend.

Por volta de 1980, em Esteio, conversando com a saudosa D.Quinquinha Assis Brasil (estava com 80 anos, aproximadamente), quando entrou um touro de sua criação em pista, filho de B.Doris Master, observei-lhe: "não sabia que a senhora utilizava touros canadenses em seu rebanho". A resposta: "meu filho, nós criamos jersey, e utilizamos touros bons". Quase todos conhecem, ou conheceram, a criação de Assis Brasil, com afixo ITAEVATÉ, pois foi a origem do jersey no Brasil com animais importados da Ilha de Jersey.

OBS: não deixem de acessar o >blogdojerseyrs.blogspot.com< .

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

CARACTERES SUB-LETAIS NA RAÇA JERSEY

foto: para termos vacas normais, devemos conhecer os
possíveis defeitos.

Quando a morte costuma ocorrer durante o desenvolvimento extra-uterino devido à fraqueza, ou moléstia que a acarrete, denomina-se de semi-letal, ou sub-letal, aos fatores determinantes de tais anomalias.

Diz-se sub-letal, tambem, de um gene ou aberração cromossômica cuja presença no genótipo, seja no estado homozigótico ou heterozigótico, segundo o caso, não sendo estritamente incompatível com a sobrevivência, com o crescimento, ou com o desenvolvimento embrionário, mas diminuindo consideràvelmente a probabilidade de que se completem estes processos biológicos.

São os seguintes os caracteres sub-letais identificados na raça Jersey:

1. ACONDROPLASIA: um tipo não letal de acondroplasia, conservando-se os animais magros e de pelo arrepiado devido a distúrbios metabólicos.

2. AUSÊNCIA DE TETAS: úbere deformado com uma só teta do lado esquerdo. Recessivo.

3. CASCOS ESPARRAMADOS: causando dor quando o animal caminha, obrigando-o a andar de joelhos. Recessivo.

4. CATARATA CONGÊNITA: recessivo.

5. CAUDA TORTA: cauda torta para um lado. Recessivo.

6. EXTRABISMO: nascem normais mas, entre 6 e 12 meses, começam manifestações de estrabismo. Recessivo.

7. JOELHOS FLEXIONADOS: o terneiro tem dificuldade em manter-se em pé. Recessivo.

8. MICROMELIA ACONDROPLÁSTICA: mandíbula inferior imperfeita, dificultando o pastoreio, podendo causar encurtamento dos membros. Recessivo.

9. NANISMO: os bezerros nascem normalmente, tornando-se retardados após os 12 meses de idade. É um nanismo proporcionado.

10. QUARTELAS DOBRADAS: os animais andam sobre o joelho. Recessivo.

OBSERVAÇÕES:

A- RECESSIVO: diz-se de um gene cuja presença no genótipo modifica o fenótipo apenas na ausência do alelo dominante; esse caráter aparece sòmente quando o gene está no estado homozigótico (puro), ou seja, presente nos dois cromossomas homólogos; no caso de genes ligados ao sexo, no estado homozigótico, isto é, presente no único cromossoma X do sexo hetergamético.

B- DOMINANTE: diz-se de um alelo ou, por extenção, de um caráter finotípico que êle determina, quando há dominância.

C- DOMINÂNCIA: tipo de interação de dois genes alelos em que um é qualificado de dominante, e o outro de recessivo, levando do heterozigoto a um fenótipo mais ou menos semelhante ao homozigoto para o alelo dominante.

Para quem não acessou, em edição anterior tratei sobre os CARACTERES LETAIS.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

CARACTERES LETAIS NA RAÇA JERSEY




Fatores letais são aqueles que determinam a morte prematura do indivíduo, podendo verificar-se em qualquer período do desenvolvimento, desde o ovo até o pós-nascimento, devido a determinados defeitos de organização; não devem ser considerados como letais os que determinam a inviabilidade dos gametas, que são fatores de esterilidade. Mais recentemente, Stockar define de letal o que determina a morte de certas porções do organismo, como dos nervos por exemplo, e não do organismo todo.


São os seguintes os caracteres letais identificados na raça Jersey:

1- Acondroplasia, ou Bezerro Buldogue - gem recessivo: mostra cabeça espessa, curta e, muitas vezes, apresenta hérnia, com pouco ou nenhum defeito nos membros. Os bezerros podem viver algumas horas.

2. Agnatia, possìvelmente o mesmo que ancilose - provàvelmente gem recessivo ligado ao sexo: mandíbula curta ou ausente, fenda palatina, ligeira hidrocefalia, podendo ocorrer abosto aos 75 dias (constatado em machos).

3. Epiteliogênes imperfeita - gem recessivo simples: pele defeituosa sobre as partes inferiores dos membros e membranas mucosas da boca e narinas; orelhas e cascos deformáveis, largas regiões em pelos sobre o corpo,; nasce a termo, mas morre de septicemia como resultado de uma invasão bacteriana.

4. Espasmos - gem recessivo: os bezerros aparentemente normais pouco depois de nascerem mostram contrações espasmódicas, morrendo com poucas semanas.

5. Espasmos congênitos: movimentos espasmódicos no plano vertical do pescoço e cabeça, morrendo em poucas semanas.

6. Ictiose congênita: movimento espasmódicos no plano vertical do pescoço e cabeça, morrendo em poucas semanas.

7. Reabsorção fetal: vários estágios de massas decompostas em apenas ossos ou múmias secas. Modo de herança não definitivamente conhecido.


Cabe aos criadores, quando ocorrer algum desses efeitos em animais de seu rebanho, comunicar à sua Associação de Raça, para que os pais possam ser cadastrados e observados. Devem, tambem, evitar adquirir sêmen, ou touros, cuja presença de tais defeitos já tenha sido detectada.